A vida passa muito depressa.
Quase não consigo acompanhar a minha própria vida. Como se eu fosse aquele corredor sedentário que apenas hoje resolveu largar o sofá e acompanhar o amigo atleta, sinto me sem folego e desejo parar a cada 200 metros para respirar.
Atualmente me encontro na situação de ser solteira (não é muita novidade), 22 anos, no último ano da faculdade, iniciando o processo de descobrir um tema para o TCC (na verdade, estou quase para fazer a dança do TCC, uma variação técnica da famosa dança da chuva, usada em tempos de desespero para que soluções caiam do céu), não reprovar nenhuma matéria porque não terei como fazer no próximo semestre a não ser que eu *prolongue* o curso e prestes a me mudar para morar novamente sozinha. Não estou tendo nem tempo de sofrer da depressão pós-intercambio.
Não é que eu não gosto de mudanças, mas récem recuperada da crise dos 20 anos, onde as notas ruins e o gosto por maquiagem vieram para ficar e ainda bem não aderi a uma dieta vegetariana ou sem glutén, lactose ou graça, essa mudança de viver sozinha e lidar com contas, casa e todos os perrengues de viver sozinha e sem um trabalho fixo não era o que eu esperava para os meus 22 anos (quase 23 anos!). Já disse como eu odeio crescer, já que tem um monte de coisas legais que a gente simplesmente não pode fazer mais.
O meu eu menor de idade sonhava em morar sozinha. Era sinal de independencia, liberdade e tv liberada no canal que quissesse comendo brigadeiro de colher de pijama do Bob Esponja até mais tarde ao invés de dormir. Era sinonimo de louça lavada na hora que eu quisesse e se eu quisesse. Era poder ter meus amigos em casa ou sair com os amigos sem ninguém anotando numa folha de pontos que horas eu voltei.
Hoje significa que me aproximo do meu grande fim: Old maid with 3 cats. Já estou procurando gatos para adoção.










