sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Insoluções para 2011

Eu sei, eu sei que sou um fiasco com resoluções e metas e nunca consigo fazê-las todas e ninguém no mundo acredita nelas, assim como ninguém acredita em papai noel. Mas fazer o quê? sou adepta do existencialismo e não consigo viver sem fazer projeções. 



Insoluções para 2011


1. Comer chocolate e lasanha;.
2. Me manter em um emprego;
3. Me arricar mais; Descobri que tenho medo até de pintar o cabelo. Imagine só qualquer coisa mais ousada que isso? tipo morar fora de casa, me casar ou uma tatoo?
4. Para de reclamar; Quer dizer, para quê reclamar da minha vida pateticamente perfeita?
5. Economizar dinheiro;
6. Ignorar todos os erros ortográficos dos outros  eu também cometo os meus né?
7. Ler todos os meus livros novos;
8. Parar de comprar tantos livros; 
9. Começar aulas de dança; ( Em 30/12/11 -Eu faço ballet agora!)
10. Esquecer Platão e os seu amores;
11. Alcançar a Auto-atualização.( em 30/12 - não alcancei a auto-atualização, mas estou quase lá!)

Resultado parcial da telesena, digo, das resoluções de 2010.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Black Swan



[Morri x.x ]
Apesar de ser meio forte/meio tenso/meio argh eu estou louquinha para assistir e se puder ser no cinema então. Falta do que fazer é fogo né? você fica em casa pesquisando filmes para assistir, se depara com um trailer de um filme que só vai estreiar daqui há dois meses ou mais e ai fica ansiosa, contando os dias, roendo as unhas e fazendo greve de fome.
Enfim, agora depois do natal, estou aqui lendo livros e tentando esconder o peru e o pavê que se esconderam respectivamente na minha barriga e nos meus quadris com meia hora de caminhada e uma de dança. Se funcionar, conto para vocês.
Para quem está preocupado, minha mãe me ama ainda, sabecomoé, eu sou uma pessoa encantadora é muito difícil não me amar (sorrisinhos-sem-vergonha). Ela disse que vai me dar um celular de presente de aniversário/natal (porque eu tive que nascer na mesma época de Jesus?) e eu bem que estou precisando desde que meu celular morreu.

Se tiverem o trailer de algum filme legal que eu não posso morrer-sem-ver deixem nos comentários. Quem sabe a gente vá no cinema juntas?

domingo, 19 de dezembro de 2010

20 de Dezembro's


00:01: É, começou o dia e resolvi fazer uma cobertura completa do dia que costuma ser sempre muito chato e estressante para mim: meus aniversários. Vamos acompanhar!
09:20: Acordei e fui tomar café. Então minha mãe perguntou o que eu queria de aniversário "qualquer coisa" e eu disse que queria o meu gato de volta (é ela é a sequestradora), não tem muita coisa comprável que eu ande querendo muito ultimamente mesmo. Agora eu estou vendo Grey's Anatomy no dvd com a minha irmã.
10:45: Tô pensando em ir arrumar o meu cabelo, para caso alguém faça alguma coisa surpresa (tipo visitas e tal), porque se forem tirar fotos não quero aparecer com o cabelo pior do que o da menina da foto (aliás eu não penteio o meu cabelo faz uns 1558654 dias).
11:52: Meu pai passou por aqui e viu meu cabelo despenteado, ficou relembrando os meus tempos de ativista, quando eu usava o meu cabelo bagunçado para espantar as caças que ele fazia. Então disse que amanhã dará dinheiro para eu sair com meus irmãos e comprar algum livro. E mandou eu cortar as pontas 'sapecadas' do meu cabelo.
12:10: Estou pintando as pontas do meu cabelo para voltar a coloração normal. Não quero cortar meu cabelo.
12:43: Minha mãe não pára de me perguntar o que eu quero, e disse que gato só de duas patas.Ela citou algo de colocar anúncio na internet.
13:02: Atacando as barras de cereais da minha mãe sem ela saber, eu falei que não queria bolo, mas não mencionei nada sobre as barras de cereais com chocolate.
15:04: Percebo que muita gente que nem lembrava que eu existia me deixou um scrap só porque o orkut disse que era meu aniversário.
16:30: Minha mãe deu uma saidinha, então fui procurar mais barras de cereais para comer, mas descobri que ela mudou a localização das barras, então minha amiga apareceu e ficamos conversando por um tempo comendo chocolate (ponto alto do dia)
17:20: Ela foi embora e a irmã dela chegou, que também é minha amiga, ficamos conversando também.
18:15: Minha irmã chega e continuamos a conversar.
17:26: Minha amiga, aquela que foi embora, volta com um bolo na mão cantando parabéns. Eu fico muito sem graça e eles tiram algumas fotos. O bolo era de chocolate, então minha mãe começou a reclamar, dai eu falei que ela não precisava comer muito já que ela estava de dieta. Ai ela ficou chateada e saiu chorando para o quarto.
17:49: Fico lá pedindo desculpas para minha mãe, mas ela me expulsa do quarto e fica CHORANDO. Volto pro meu quarto e nem como o bolo. Minha irmã, nossas amigas e eu ficamos conversando e vendo fotos.
21:30: Minhas amigas vão embora e nenhuma notícia da minha mãe.
22:36: Minha barriga roncou de fome, já que eu não comi nada desde o almoço, então eu assalto um pedaço do bolo da discórdia  (sem a minha ver) e tomo com schweppes.



(Esse post vai ser atualizado durante o dia todo. Me deixe saber que você está me acompanhando; comentando ao vivo a cada atualização, Tudo bem se não tiver comentários no final do dia.)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Descobri a Clarice

Passei as últimas semanas estudando na biblioteca pública daqui da cidade e então, resolvi pegar o livro da Clarice Lispector, da qual eu sentia um ódio profundo, porque todo vestibular que eu fiz caiu "A hora da estrela". Maldito livro, eu pensava, porque eu não te li. Então, resolvi ler, porque tenho certeza de que agora não irei ouvir falar de Macabéia e sua vida insossa. Mas, então por curiosidade peguei um livro "A descoberta do mundo" que é uma espécie de crônicas e anotações reunidas da autora e comecei a folhear. 
Descobri a Clarice, aquela que todos falam e citam, que até eu mesma citei, que fala de um modo intimista, e só tentando ler nas entrelinhas ou lendo alguns livros e a sua história você passa entender. Eu sabia que ela me entendia, mesmo com aquela expressão murcha que ela sempre aparece nas fotos na capa de trás dos livros ou nos livros de literatura, eu sentia que nós tinhamos algo em comum, eu só não sabia o quê.
Bem Clarice, te vejo no vestibular.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Sobre fazer cara de blasé e algo mais


Esses dias estava conversando com uma amiga sobre relacionamentos. Algo sobre com dessa vez ela realmente está apaixonada pelo cara, só que ele era o tipo que traía a namorada e tal, e agora que ele largou a namorada para ficar com ela ( embora ele também não tenha a pedido em namoro e tal) e como ela está preocupada com o fato dele a trair também.
Nem preciso dizer que esse tipo de história é universal né? todo mundo já viveu algo parecido ou conhece alguém que está na mesma situação. Embora, a minha vasta experiência com relacionamentos não ajude muito, eu sempre tenho as minhas teorias de como fazer. Teorias.
Como ele não a tinha pedido em namoro nem nada mais, ela me disse que estava surtando, muito típico também, e que não sabia o que fazer. Então eu disse: "Olha, finge que está desinteressada, eles sempre tem medo de perder alguém e então dá valor". O que é verdade, 9 entre 10 pessoas só dão valor aquilo que perdem. Mas não sendo suficiente, ela disse que não queria ser um trófeu que você luta para conseguir, fica feliz e guarda em cima de uma prateleira para nunca mais usar.
É claro que a essa altura já tinha perdido a minha paciência e esgotado todas as minhas ideias sobre como reagir num caso desse. Ninguém tem culpa se o cupido sai acertando as flechas do amor em quem ele bem entende. Mas ai, como eu também adoro me esparramar no divã e desabafar os meus dilemas complexos da vida, então resolvi entregar a minha cartada mais promissora e que eu adoro:
- Então, você faz cara de blasé e espera o tempo passar.
E, como a vida adora me dar patadas na cara, ela me respondeu: É claro né, quantos namorados você já conseguiu assim?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

2010 não vai ganhar presentes do Papai Noel

Porque não foi um bom ano e não foi legal comigo...
Estou naquele clima super deprê de fim de ano em que você repensa toda a sua vida e se promete ser uma pessoa melhor no ano que vem, largar de ser preguiçoso e comilão, parar de ficar 12 horas do seu dia na internet  e 6 horas dormindo (as outras 6 horas são fingindo que você trabalha/estuda). Não que eu tenha feito isso, é claro, mas existem pessoas assim.
Então, eu estava bem assim, naquele clima de psicanálise, sentada no meu divã, tentando achar o lado bom da minha vida, e ai eu percebi a realidade: esse ano não teve nada de bom. Passou tão rápido e ABSOLUTAMENTE nada de bom aconteceu. Aquela filosofia de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro não funcionou. Lembrando  rápido: saí da faculdade, perdi uns dois empregos,não passei no vestibular, estudei o ano inteiro, perdi meu gato, engordei uns 3 kg ou mais. Faltou alguma coisa?


Por favor, 2000 e onze, chegue logo e me traga chocolates.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cat Missed

Por favor, volte Louie!


Louie, meu gato, de tamanho médio e uma barriga branca meio protuberante (que eu adorava acariciar), amarelo riscadinho e super fofo está desaparecido desde ontem. Embora todos ao redor digam que gatos são traiçoeiros e não dão a mínima para os donos, nada leva a crer que o Louie não gostava da vida mansa que levava aqui em casa ( dormia quase o dia todo e tinha todas as regalias que um gato poderia ter) e de todas as hipóteses levantadas a mais plausível seja de que tenha sido sequestrado e vive em cativeiro em algum lugar por aqui por perto. Louie era muito dócil e fofo, até a minha mãe que vivia planejando formas de fazê-lo virar história não conseguia resistir ao charme e a doce companhia dele todas as tardes quando o mesmo ficava deitadinho nos pés do sofá onde minha mãe ficava deitada.
Bem, ando inconsolável pela casa, já não sou mais acordada com ele a meio centímetro de distância olhando fixamente para mim pedindo por comida e sinto um enorme vazio quando saio do banheiro e não o encontro sentado lá na porta me esperando. Quando chego em casa, ainda tenho a visão clara dele vindo correndo até o portão e deitando e rolando no chão para eu acariciar o seu avantajado bucho (que ele mantinha com muito esforço comendo toda hora) embora eu saiba que essa visão não é real.
Bem, se alguém tiver notícias.... A recompensa é boa (pago com minha gratidão).

Inconsoladamente,
Thamy
(solteirona sem o gato)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O que você quer ser quando crescer?

Muitos provavelmente pensaram: quero ser médico, jornalista, arquiteto..e por aí vai. Mas a pergunta não é que profissão você pretende seguir. E sim o que você quer ser quando "crescer". Ahh então agora você pensou: quero ser feliz! E como você será feliz? logo nos remetemos a dinheiro, marido bonito, casa grande...ou sei lá o quê. Sim, talvez um marido bonito, muito dinheiro e uma casa grande faça algumas pessoas felizes. Mas eu me pergunto por quanto tempo? Ás vezes penso que jamais seria feliz se fosse rica e não tivesse liberdade. Preciso me sentir um pássaro livre para querer ficar na gaiola.
O que ser quando crescer? Schoppenhauer dizia que vivemos insatisfeitos até conseguir o que queremos e depois que conseguimos ficamos entediados(ou alguma coisa assim). Não que concorde com ele em geral, mas essa teoria dele faz muito sentido para mim. Quem já não passou tanto tempo querendo alguma coisa e quando finalmente conseguiu enjoou rapidamente? eu já fiz isso milhões de vezes.Na verdade estou numa fase meio "enjoada" como se já tivesse visto de tudo nessa vida. Enjoei de estudar tanto, enjoei dos meus amigos, dos meus amores platônicos, de ver filmes e séries, ler livros, de escrever um blog, enjoei da minha cara e até do meu novo cabelo, enjoei de não conseguir nada e enjoei de conseguir alguma coisa. Do meu trabalho eu sempre estive enjoada. De praticamente tudo que eu gosto de fazer eu estou enjoada. Nada é novo para mim e parece que eu não consigo mudar isso. Fazer coisas novas? cansa (parei de falar "enjoa" porque já cansei dessa palavra também).
Não sei o que quero ser quando crescer, não sei se isso é uma fase. Seja como for, espero que passe logo, porque já estou cansada disso.

sábado, 23 de outubro de 2010

Não dá.


Simplesmente eu não consigo escrever nenhum texto que não seja falando da minha patética vida. Não sei se é por causa do desgasto mental que ando sofrendo para achar idéias para por nas minhas redações (tenho treinado duramente para aprender a fazer redações boas) ou se é porque sou egocêntrica e por isso quero que esse blog gire em torno de mim.
Qualquer que seja o motivo, cá estou eu aqui depois de 22 dias sem escrever absolutamente nada para dizer : Eu sou muito relapsa! Eu sei que você já deve ter notado isso(que eu sou relapsa, digo), mas eu queria dizer que dia 4 de Outubro o blog completou 4 anos de vida! 
E ainda bem, não contei para vocês que eu PASSEI na prova prática e agora sou habilitada! Queria muito contar detalhadamente cada emoção que vivi mas hoje eu não vou exagerar, juro.
Acho que vocês nem sentiram tanto a minha falta, já que só tem 12 comentários no último post (tenho que dizer a falta de comentários desanima até os feeds), mas mesmo assim prometo vir em breve falando sobre o meu mais novo vício.
Ahh e eu já ia esquecendo da novidade mais impactante! Como pude esquecer? Pintei as pontas do meu cabelo. Não se pergunte " nossa Thamy, essa é a notícia mais impactante?" Talvez não seja muito para vocês, mas no meu mundo é. Eu sou simplesmente a pessoa mais careta do mundo ever, até a minha avó é mais descolada que eu! Tanta que quando os meus amigos viram quase tiveram um ataque cardíaco. Acharam que eu estava ficando rebelde e só me faltava um piercing no nariz (Eu posso ter pintado o cabelo, mas tenham certeza eu não irei colocar um piercing). O fato é que eu não sou lá de grandes mudanças, principalmente quando se trata de algo que muda o meu estilo. Quase nunca sigo tendências ou a moda (até porque elas me cansam muito rápido já que todo mundo usa, então eu vejo o tempo todo e logo fica desgastado).
Enfim falando em aniversários, o meu está muito próximo. Um beijo para quem acertar a data!



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Motorista - 2

Motorista - 1


Comecei o processo de habilitação no inicio de janeiro, pouco tempo depois de completar 18 anos ( na verdade eu só não comecei o processo no outro dia porque no fim do ano o Detran está de férias). Provavelmente eu não vá andar de carro sempre, uma porque meu pseudo-salário não banca nem as passagens de ônibus, imagine só a gasolina de um carro. Então, depois de fazer a escola téorica em janeiro e a prova téorica somente em junho, comecei as aulas práticas no final de julho e pegava somente uma aula por dia e de vez em quando, as vezes semanas nem tinha aulas.
No final de setembro, dois meses depois de começar a aprender a dirigir, fui fazer o exame prático. Cheguei uns 20 minutos mais cedo do que a hora marcada, fiquei esperando, e como não pude ser a primeira a fazer o exame, quis ser a última. Eu estava bem nervosa enquanto esperava a minha vez (duas horas esperando), falava sem parar e meu instrutor tentou me distrair com as palavras cruzadas dele até a minha vez.
Meu examinador era um senhor negro, barrigudo, com cabelos longos (apesar da aparente calvice na parte da frente da cabeça) e usava um óculos escuros, ele aparentava uma brutalidade e dava vontade de chorar só de ver a cara dele. Era conhecido como "Playboy". Mas apesar de tudo isso, ele era super calmo e passava uma simpatia que não me inspirava confiança. Nem um pouco. A outra examinadora era loira e mal pude reparar nela, parecia querer ir para casa logo e tinha cara de tédio. Mas no fim acabou sendo mais simpática do que o "Playboy".
Durante o exame, estava extremamente calma, parecia drogada e fui fazendo o percurso que os examinadores me falavam. Estava indo bem, fiz uma garagem perfeita e logo depois deixei o carro apagar. Duas vezes. Então fiz uma curva errada e puff. O playboy em menos de 20 minutos comigo descobriu todos os meus defeitos (tá, ele só descobriu que eu era muito teimosa, e eu nem sei como ele consegui descobrir isso, quer dizer, nem é uma característica tão óbvia como ser feia, burra ou surda).
"Bom fim de semana" foi o que o Playboy me disse quando eu saia do carro. Senti toda a tensão do momento nas minhas pernas, que pareciam pesar uma tonelada, andei nem sei como, procurando o meu instrutor e quando achei um outro instrutor da auto-escola, mal conseguia controlar as lágrimas. Não sei porquê, mas já sabia que não tinha passado (tá eu sabia o porquê).
Voltei para casa ouvindo as histórias de quem não tinha passado outras vezes e que tinham certeza que tinham reprovado novamente.
O trauma foi grande ao saber que não tinha passado, me perguntava como a Paris Hilton conseguia e eu não, olhava os carros e me sentia tão incapaz. Fiz 7 pontos, o máximo para ser aprovado é 3 (Pela primeira vez na vida gabaritar os itens de uma prova não é legal). 
Então amanhã, três semanas e cinco aulas mais depois, irei fazer a prova prática de novo. Provavelmente porque eu sou muito teimosa, tenho sido assim a minha vida toda, e quase nunca desisto das coisas.


Nota: menos de 45 dias agora. =}

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Being Me.


Esses dias, estava procrastinando como sempre, procurando atualizações das minhas séries favoritas e tal, e resolvi assistir umas novas séries. Encontrei "100 questions" que eu achei muito divertido e bem no estilo Friends, mas a série é novissíma e até agora só tem 3 episódios, então eu estou esperando sair episódios novos. 
Mas então, resolvi baixar "Being Erica" e assistir para ver se era legal. Menos de dois minutos depois de começar a assistir, já comecei a baixar o segundo, porque já estava viciada. Não é exagero meu, mas super me identifiquei com a história desde a primeira fala!



Erica é que nem eu, digo, quase que nem eu, ela tem 30 e poucos anos, acaba de ser demitida do emprego de telemarketing mesmo tendo mestrado, não tem um relacionamento sério, já que ela não consegue se comprometer porque vive encontrando defeitos nos caras e é o assunto no natal das famílias. Ou seja, tirando o fato de eu ainda não ter chegado aos 30 e poucos, estamos quase no mesmo patamar, eu tenho um meio salário mínimo trabalhando meio período para o meu pai mesmo tendo uma série de qualificações, não tenho relacionamentos sérios, e sou o assunto de todos os feriados e dias não-feriados do ano.
Então, ela começa a fazer um tipo de terapia, voltando ao passado para 'tentar' consertar todos os arrependimentos que ela tem e a vida dela vai se transformando. O ponto alto de tudo é quando ela arruma um namorado. Eu nem me importo se o emprego dela ainda não é um dos melhores e se ela ainda não é a queridinha da família. 

O namorado dela é o tipo tão perfeito que eu nem consigo me cansar: ele é adoravelmente bonito, adora cozinhar e é bem-humorado, compreensivo, divertido, tem um emprego bom e não é burro. É tudo o que eu procuro! Só que a Erica, e todas as mulheres do mundo, nunca estão satisfeitas com nada e sempre querem o errado. Erica descobre que gosta mesmo é do amigo dela de anos depois de dar um beijo nele! Fala sério! Ela tem o deus grego como namorado e então ela resolve terminar com ele para ficar com o amigo que é casado. O que a Erica (e todas as mulheres que fazem o mesmo) têm na cabeça? Então, comecei a me indagar e se acontecesse o mesmo comigo? tipo, tirando a parte de voltar no tempo para corrigir todos os meus arrependimentos, mas se por um golpe (forte) do destino eu arrumasse um namorado como o da Erica e descobrisse que gosto mesmo é de um amigo meu? Tudo bem, que considerando que quase todos os meus amigos são gay's ou tem um pegadinha leve para ser (na verdade eu é que tenho uma forte tendência a achar que todo mundo é gay) eu fico presa em um terrível paradoxo. Resolvi que de hoje em diante, para ser meu amigo tem que ter mais de 1,70, olhos azuis, ser divertido e bem-humorado e...

Importante!
1 mês e 20 dias.

domingo, 26 de setembro de 2010

O cara do supermercado - final


Esse mês não fui fazer compras, porque não seria a mesma coisa. Sabia que as chances de ver um cara bonito me dando mole eram mínimas. E aquele cara então? muito menores ainda. Naquela vez, depois de nos esbarrar várias vezes no supermercado (inclusive na hora que eu estava escolhendo a minha porção individual de lasanha, ele ficou super por perto pegando alguma coisa que eu não pude ver porque meus olhos mal conseguiam olhar para as embalagens de tanta timidez) e depois na hora que fomos para a fila, ele passou por nos e pensou umas duas vezes se ficava com o carrinho atrás de nós, mas no fim, acabou ficando duas filas ao lado da nossa. A nossa fila andou mais rápido, mas como minha mãe tinha esquecido a carteira, acabamos saindo do mercado quase no mesmo tempo. E, como se as coincidências não fosse o bastantes, o carro dele estava estacionado tão perto do nosso! Fiz um lindo e bem elaborado esquema para vocês terem uma idéia:




Dizendo fontes seguras, que ele estava arrumando as compras (que eram em menor quantidade que a nossa) vagarosamente e de forma tão organizada comparado a nós, que enquanto eu segurava aquele suporte de madeira que fica lá no porta malas, minha mãe e minha irmã jogavam as compras como se fosse aquelas competições de quem pega mais coisa em menos tempo. No fim, terminamos primeiro que ele e eu fui devolver o carrinho, ele foi logo depois, mas na hora que eu estava voltando ele entrou no carrinho e eu fui embora. 
E, desde então, ele só faz parte das lembranças. Fazer compras nunca mais vai ser o mesmo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mulheres Elegantes


Admiro mulheres decididas e auto-confiantes. Aquelas que mesmo quando não tem  a mínima ideia de como lidar com as situações sempre dão um jeitinho de resolver tudo. Aquelas que vomitam com tanta classe, que dá vontade de vomitar igualzinho. Aquelas que são terrivelmentes feias, mas tem um charme que parece de outro mundo. E quando passa perto de você, faz com que você sutilmente murche a barriga e ajeite o cabelo de uma forma desajeitada para parecer mais apresentável. Audrey Hepburn é uma demonstração clássica de mulheres admiráveis. Como pôde ter mudado o padrão de beleza do mundo, porque na época dela ser gordinha é que era sexy, se tinha um pé enorme e nem parecia com aquelas belas pinturas que permeiam o mundo? mas mesmo assim conseguiu convencer o mundo de que ela era linda. Ela era linda!
Quando vejo mulheres assim a única coisa que me passa pela cabeça: eu quero ser assim. Embora eu ache que não existe um manual ou modo de fazer da mulher elegante e charmosa (e mesmo que tivesse eu não consiguiria seguir mesmo), faz parte do meu plano pessoal de auto-atualização ser tudo isso.Embora, até agora eu não tenha saído do papel, mesmo assim ainda está no plano.
E vocês? tem alguma mulher perfeita pela qual você admiram? (nem precisa comentar se for alguém tipo "A minha mãe que é trabalhadora e..." ou "A Geyse Arruda que mostrou que mesmo se vestindo mal, sendo feia e gorda e rechaçada pela maioria das pessoas ainda é possível subir na vida sem esforço").
PS: Sinto falta do fundo do meu coração torto de comentar no blog de vocês e tudo mais, mas prometo que assim que eu for eleita presidente, vou visitar todo mundo. Non abandonez moi! 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nutricionista Day

Ainda não exerço a profissão
Não me formei no curso de Nutrição.
E tudo bem que eu ainda nem passei no vestibular.
Mas sou nutricionista de coração. Desde que resolvi que seria. 

P.S: para relembrar quando tudo começou clique aqui.

domingo, 29 de agosto de 2010

O cara do supermercado - parte 1

Procura-se: cara do supermercado

Na segunda feira, era o dia de ir no supermercado. Minha mãe queria ir sozinha. Meu pai achava que a minha irmã deveria ir junto. Minha irmã só vai se eu for. Então fomos nós três.
E como todo dia de ir no supermercado é animador, o dia mais legal do mês, eu fui do jeito que eu estava quando cheguei do cursinho: calça jeans, uma bata indígena  preta com mangas balonê que eu adoro, mas eu sei que particularmente é brega, havaianas e como eu estava com os meus cachos naturais, já estava cansada deles na minha cara (porque a minha mãe cortou as pontas! e agora ela está mega curto) e prendi num rabo de cavalo. Até porque né, eu não ia encontrar o meu príncipe encantado no supermercado - Na hora, eu não cogitei na hipótese de Curtis Stone aparecer por lá numa edição brasileira de Chef à domicílio- e fui.
Pouco depois de chegar no enfadonho mercado, quando já estava quase me atirando do cima das estantes ou me envenenando com algum produto de limpeza, quando a minha irmã vê uma cara que era o nosso número (o ruim de ter uma irmã com diferença de idade de 4 anos é esse) e ai me alerta para dá uma olhada.
Depois de ter descobrido que ele era realmente o meu número (loiro, de roupa social e cabelo comprido liso! - embora eu ache os morenos muito mais bonitos, esse era realmente charmoso.), com uma boa investigadora que sou, comecei a sem querer a andar na mesma seção que ele estava, para dar um encontrão, puxar assunto e o deixar mais a vontade para ele me pedir em casamento, vocês sabem, né? Como a minha mãe estava andando vagarosamente pelas seções e ele, que tinha chegado um pouco depois da gente, já tinha nos ultrapassado. 
Comecei então a pegar as coisas mais rápido e tal, e a minha deu um chilique: 
- Tá vendo T., porque eu não gosto de trazer sua irmã ao mercado? ela só pega besteira e não olha as coisas direito.
Já desistindo de procurar por ele e voltando ao mar de tédio que eu me encontrava, pensei até em voltar a empurrar o carrinho com a barriga, apoiando os braços e quase todo o corpo nele, mas a minha irmã não deixou, porque essa era a tarefa menos tediosa dela, então eu continuei a procurar as besteiras para  enfiar no carrinho sem que a minha mãe percebesse.
Quando estava pegando biscoitos paulistas despercebidamente, ele estava lá, ao meu lado pegando bisnagas ou pão de forma, não sei ao certo por que estava tendo uma crise do tipo "O que eu faço agora?". Na verdade eu tive essa crise várias vezes, só que quando eu estava com a minha irmã eu falava alguma coisa do tipo "Será que eu compro isso? tá mais em conta que tal coisa, é só ver o volume e o preço e ver se compensa comprar e tal". Linda nerdice! O que eu sou? uma analista financeira?
E, depois nos encontramos novamente na seção de frios, quando eu estava surrupiando pro carrinho duas lasanhas. Nem ia poder puxar assunto, o que eu iria falar? 
- Oi, começo a dieta na segunda, que droga hoje é segunda, começo na terça então.

/livro, o resto da história eu conto para vocês amanhã, crianças. Mas já aviso, essa não é uma love story




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quereres

Queria que a minha vida fosse um fim de tarde ensolarado com os amigos;
Queria que a minha vida fosse aquelas aventuras clichês da sessão da tarde e aqueles filmes suavemente românticos que nos fazem suspirar e sorrir o tempo  todo;
Queria que a minha vida fosse que nem carrossel, embora eu desse mil voltas, ainda sim iria querer a volta mil e uma. E duas. E três...
Queria que a minha vida fosse um dia de compras, que embora seja cansativa, seja recompensado no fim do dia  quando você olha para o tanto de coisas novas que você mal ver a hora de usar;
Queria que a minha vida fosse uma viagem emocionante, uma explosão de coisas novas;
Queria que a minha vida fosse aqueles chick-lits de 800 páginas, que a gente começa a ler e não quer parar. E, quando chega ao ápice da história, vamos até o banheiro lendo, só para saber o que vai acontecer;
Queria que a minha vida fosse chocolate;
Queria que a minha vida fosse um abraço apertado;
Queria que a minha vida fosse um beijo apaixonado;
Um beijo roubado;
Um dia de chuva;
Uma brisa;
Um sol.
Encontros marcados e situações inesperadas.
De certo a pessoa que disse que a vida era feita de pequenas coisas, não sabia o quanto o mundo era grande.


E por certo, queria encontrar um cara desses, com um sorriso assim ao me ver.
Mas são só quereres.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Férias

Eu, lançando todo o meu charme como A garota da vitrine

Volta e meia me pego comprando um livro ou outro, seja nos sebos da vida ou nas livrarias do shopping. Sempre que eu tenho um trocado no bolso e encontro um livro que seja de menor ou igual valor, compro como se fosse uma liquidação do último par de Laboutin originais do mundo. O problema é que eu adoro comprar livros, mais do que lê-los, é mais uma questão sub-consciente de que eu tenho que ter um biblioteca. E geralmente, quem tem uma biblioteca nunca leu todos os livros que lá se encontram né? (Se alguém tem uma biblioteca e leu todos os livros, por favor não me desmintam!).
Ontem mesmo, sem poder, comprei a coleção completa do "Guia Mochileiro das Galáxias" porque estava em promoção, ninguém queria me dar e eu precisava ter!
Enfim, como sempre ando com um livro (para o caso de precisar seguir alguém e não querer ser vista, ai vocês sabem sento e finjo que estou lendo ) eu estava levando faz dias na minha bolsa Férias da Marian Keyes, e já tinha começado ler ele há meses, embora eu não tivesse passado da página 40, porque a preguiça e a falta de tempo eram muito maiores do que as 559 páginas do livro que tinha para ler.
Só que semana passada, logo depois que perdi o meu emprego de sucesso, meu pai ficou com pena de mim e me chamou para trabalhar na banca de revistas dele, vendendo doces, recargas para celular, tirando xerox, sorvetes e alegria para todas as pessoas feias da fila (na verdade, eu meio que suspeito que ele ficou com uma pontada de ciúmes do fato de alguém me achar proveitosa para trabalhar) e até livros - e no segundo dia de trabalho eu já tinha pedido para ele o livro "Orgulho e Preconceito" da Jane Austen porque a capa era de tecido como aqueles livros antigos e ele me deu no lugar do outro livro que ele tinha me dado chamado "A cura de Schopenhauer" que eu estou morrendo de vontade de comprar de novo, mas não tinha tanta chances concorrendo com um livro da Jane- e, como na maior parte do tempo, eu não faço nada mesmo (embora às vezes eu finjo que estou limpando a vitrine ou arrumando as revistas, para aparentar que meu trabalho é duro e conferir se tem algum cara gato que valha a pena lançar o meu charme) estou lendo realmente Férias, que eu ganhei de um amigo ano passado de aniversário, quase que sem parar das 8h às 17h porque além do livro ser grande e não acabar nunca, ele é realmente engraçado e tudo mais. E, mesmo levando as minhas apostilas e livros para continuar estudando pro vestibular/concursos públicos, depois de quinze minutos lá estou lendo a história da Rachel e me perguntando quando é que ela vai perceber que é uma viciada em drogas e me perguntando se ela vai ficar com o Luke ou com o Chris.
Devo terminar de ler o livro amanhã ou depois e devo também culpar o meu amigo por ter me dado um livro tão bom e agora eu estou doida para ler "Casório?!" de mesma autora e me perguntando se vou ter que arrumar outro amigo para me dar esse livro.
Nota de rodapé: Todo dia um mendigo-viciado-em-drogas me pergunta sobre o livro, quem é autora e sobre o que se trata o livro, eu sinto que ele achou que era uma indireta minha para ele quando disse que se tratava de uma mulher que ia para um centro de reabilitação para toxicômanos e começava a se livrar dos vício.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sobre o meu trabalho de um dia só.


O resultado do vestibular ainda não saiu. A previsão é que saia até o final de agosto o resultado.
Enquanto isso eu tento tocar a minha vida, eu até arrumei um emprego que era perfeito para mim numa lan house que durou só um dia!
Era assim, eu trabalharia tirando xerox, recarregando cartuchos, monitorando a internet e enquanto isso podia ficar lá fazendo o que quisesse na internet (eu ia passar o dia vendo filmes e tal). Só que ai, no meio do dia, o chefe chega e diz que vendeu tudo. Eu fiquei uns 3 minutos sem reação e depois fiz uma cara de "O quê? como? não é possível!" e foi assim que acabou a minha carreira meteórica de recepcionista de lan house. Será que dá para colocar isso no currículo?
Então, no fim de semana fui fazer a prova para o concurso de bolsas do Exatas. Porque preciso me garantir né? minha vida muda de rotina  mais do a Lady Gaga muda de figurino. E na segunda, quando fui corrigir o gabarito vi que ao invés de bolsa de estudos eu ia era ficar devendo pro cursinho.
Então, como umas das últimas tentativas, resolvi criar um video para a promoção lá do cursinho. O video mais votado ganha. O problema é que as votações acabam na sexta e tem gente que tem mais que 500 votos. Ou seja, preciso que vocês leitores, meus amigos, meus pais, meu gato, meus vizinhos e todo mundo que tiver internet votem para que eu tenha chance! 
Thamy, como eu te ajudo?
Simples, você se cadastra no site do cursinho (é mais rápido do que colocar uma pipoca para estourar no microondas!): Os mestres querem saber. E depois de cadastrar é só logar e votar nesse video aqui: Estude no Exatas! Como diria um professor lá do cursinho "É mais fácil do que beijar na boca!". 
Tá, talvez beijar na boca não seja tão fácil. mas vocês entenderam né?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Motorista

Virar para a direita? qual lado é a direita?

Faz duas semanas que eu comecei as minhas aulas de direção. No primeiro dia, achei que dirigir era a coisa mais fácil do mundo era só trocar as marchas e girar o volante (a verdade é que eu achava que estava dirigindo, mas quem estava dirigindo mesmo era o instrutor - me senti traída depois que descobri a verdade). Depois quando eu comecei a pegar mais o controle do carro e sair no trânsito, que tinha que mudar de marcha  olhar o retrovisor mudar de marcha ligar a seta mudar de marcha frear apertar a embreagem toda apertar metade da embreagem e...(deixei sem as vírgulas para vocês lerem rápido e sentir a pressão de ter que pensar em fazer tudo isso em um curto espaço de tempo). Eu nunca sei se escuto o instrutor ou os meus pensamentos. E se eu escuto o instrutor, eu não lembro de continuar controlando o carro e se eu não escuto o instrutor, eu continuo errando. Se eu escutar o instrutor e prestar atenção no carro eu não entendo nada do que ele fala. 
Daí que depois de algumas aulas eu chego arrasada em casa, achando que dirigir é muito chato e que eu não tenho coordenação motora e psicológica para isso. Quero me afogar nas cobertas, ligar a tevê e comer até não passar na porta.
Tem outros dias, que dirigir é emocionante, quase que uma aventura. Consigo mudar de marcha, lembro de soltar a embreagem devagar, mudar de marcha, pisar no freio, dar seta, mudar de marcha, olhar no retrovisor e até ultrapassar! Quase que me vejo saindo da aula de direção e estrelando o filme "Crossroads" (para quem não lembra é aquele filme que a Britney Spears viaja com as amigas para realizar o sonho de cantar ou alguma coisa do tipo). Anyway, quando chego em casa toda feliz  me dá uma vontade de me jogar na cama, assistir uns filminhos e comer pipoca com brigadeiro. 
Enfim, dirigir não é o fim do mundo. Se a Paris consegue...


PS: Os comentários ficam agora do lado esquerdo. Ou é o direito? - Abaixo daquele gif escândalo.


terça-feira, 20 de julho de 2010

E agora?

Thamy, curtindo férias pós-vestibular

Sabe quando tem uma festa de casamento, um aniversário ou algum evento que você mal vê a hora de chegar? passa horas planejando o que vai vestir, o que vai fazer e conversa o tempo todo sobre isso e então, quando chega o dia tão esperado, você acorda parecendo uma bateria, faz mil e uma coisas, começa a chorar se a roupa fica um pouco amarrotada ou alguém fala que sua roupa está "meio assim" fazendo uma cara quem chupou limão. Então, depois começa a brigar com todo mundo, fala que não vai mais e no fim acaba indo. Depois que o evento acontece fica aquela sensação de "foi só isso" ou fica sentindo o vazio, já que agora você não tem que planejar, imaginar como vai ser ou fazer mais nada, por que o evento já foi (e nem foi do jeito que você pensou). Acabou.
É assim que eu estou me sentindo pós-vestibular. Acordei ontem e não tinha mais a preocupação de ir pro cursinho, de preparar a minha marmita, de passar o dia lá, não precisava  abrir os livros, nem precisava imaginar como seria a prova, nem nada. Eu não tinha nenhuma preocupação e isso me bateu uma sensação de vazio.
No sábado foi o primeiro dia, passei a manhã terminando de ler um livro sobre literatura brasileira e quando deu o horário minha mãe me levou ao local de provas. Só por precaução, fiz a fiscal de provas olhar de cadeira por cadeira para saber se tinha algum concorrente ( eu tenho um ótimo poder persuasivo) e quando descobri que estava tudo limpo, fiquei mais calma. Sempre fico tranquila nas provas, só que dessa vez eu acho que fiquei tranquila demais, que quando faltavam apenas 5 minutos para o final da prova eu descubro que tinha duas páginas inteirinhas que eu nem tinha lido. O tema das provas era vida e morte, e na hora que eu li boa parte da prova, realmente quis me matar. E o tema da redação parecia ter sido escolhido por um zen budista bêbado:
"O cotidiano, considerada a dualidade vida-morte, pode ser um espaço de criação ou de cópia"
Saí completamente arrasada no primeiro dia, fiquei deprê e até pensei em ouvir Cine e Restart (é só para vocês terem uma ideia de como eu estava mal!).
No segundo dia então a situação ficou pior, meu corpo estava todo dolorido em decorrência da minha queda da escada na sexta-feira que foi tipo assim e tudo bem que na hora que eu cheguei no fim da escada a primeira coisa que eu pensei era em como eu ia fazer a prova com as pernas ou o braço quebrado. Enfim, no segundo dia eu fiz todas as questões que eu sabia e não tinha dado nem 20 (a prova tinha 150 questões).
Enfim, a oração de vocês é muito forte, mais de 3000 pessoas faltaram o vestibular, se 221 destas pessoas marcaram Nutrição, eu já passei! Que tal, agora todo mundo orar para eu arrumar um namorado eim?


sábado, 10 de julho de 2010

Uma semana para a Prova


Thamy uma semana antes do vestibular

Não vou enganar vocês: estou nervosa. Principalmente porque sem querer fiquei sabendo da concorrência do meu curso essa semana. É assim, no meio do ano a concorrência no vestibular é bem menor do que os vestibulares no início do ano, mas esse ano a demanda de vagas por curso caiu consideravelmente, inclusive do meu, mas para ter uma ideia, o meu é ainda maior do que a demanda dos cursos das pessoas que estudam comigo, tirando é claro medicina e direito.
Sei que tenho chances de passar, considerando que meus 221 concorrentes diretos podem ter aproveitado esse mês para assistir os jogos da copa, viajar de férias ou sem querer fiquem com dor de barriga no dia da prova, eu tenho chances. Eu acredito em mim.
Então, até dia 19, que eu volto  aqui para contar como foi a prova em riqueza de detalhes. Ah, quero 221 comentários de "Boa sorte" ou coisas parecidas e animadoras de coisas que podem acontecer com os meus concorrentes.

Um beijão, 
da Thamy 
(que está imaginando como será a vida pós-vestibular)

P.S: O gato do post abaixo é meramente ilustrativo, embora esteja pensando em arrumar uma fantasia igualzinha pro Louie. Só que de sapinho ♥

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Não sei fazer títulos de posts.


Querido diário,
Estive me perguntando o porque do meu auto-isolamento. É mais ou menos assim, diário: eu passo o tempo todo cercada por pessoas, mas faço questão de ficar sozinha. Eu gosto de ficar sozinha. E ai, parece que quanto mais quero ficar só, mais as pessoas querem estar comigo. E quanto mais elas querem ficar comigo, mais eu quero ficar sozinha entende? não né? nem eu.
Então, eu queria entender o motivo para tudo isso. É porque, pode não parecer diário, mas eu adoro conversar. Dizem que as pessoas que gostam de falar pelos cotovelos, mas não tem ninguém para conversar criam blogs ou escrevem em diários.
Mas acho que isso não é verdade.
Também estive pensativa a respeito da minha incapacidade de gostar  de alguém por muito tempo. É assim diário, eu gosto de uma pessoa, e só. Não falo nada, porque geralmente escolho as pessoas mais impossíveis, tipo, jogadores que falam um idioma muito diferente do que o meu, que moram em outro continente, sejam mais velhos, ricos e talvez casados (qualquer semelhança com o Ballack é inevitável). Assim, eu sei que nunca vou sofrer mais do que eu já sofro por gostar de alguém que nunca vai saber. Dizem também que para gostar de outras pessoas, devemos primeiro gostar de nós mesmos. Mas as pessoas dizem muitas coisas.
Percebe, diário? Nasci para viver sozinha. 
Então, resolvi adotar um gato. Ele é o meu mais novo companheiro, que embora meu pai diga que não pode me acompanhar na velhice já que gatos não vivem por muito tempo (ainda mais aos meus cuidados), eu acho que ele vai viver o suficiente até eu arrumar um namorado. Caso contrário, o que é mais provável, já é possível me imaginar velha com o Louie para me animar tentando agarrar os fios do meus cabelos como se fosse um rato. Até porque gatos são muito parecidos comigo: eles dormem o dia todo.
Sinto me mais completa agora.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Darwin e a seleção metroniana natural


Fiquei um tempo olhando pasmada para aquela cena que acontecia bem na minha frente. Era real. Eu não estava vendo pelos jornais ou lendo uma reportagem sobre o assunto, eu estava ali, presente na história, não me sentia um expectadora da vida, pela primeira vez em tempos me senti viva numa situação que para muitos pode ser considerada ruim.
Lembro da primeira vez que andei de metrô. Foi no meu aniversário de 15 anos, eu ia para o cinema com uma amiga e ela sabia andar nas estações e tudo o mais. Foi bem emocionante para mim, porque me sentia aquelas pessoas cool&cult dos filmes americanos. Para voltar, não quis esperar duas horas na parada para pegar o ônibus, preferi voltar de metrô. Eu peguei a linha errada e me perdi dentro da estação. Apesar de tudo (e olha que isso não foi nem uma fração de coisas-desastrosas-que-só-acontecem-no-dia-do-meu-aniversário) foi bem divertido.
Mas dessa vez não foi, ou não era para ser. Com a greve dos rodoviários, todo mundo só tinha uma solução para ir trabalhar: o metrô. O jornal matinal ainda faz questão de avisar "Tudo bem, ainda resta o metrô, que está vazio" (Se os jornalistas tivessem se deslocado de metrô para trabalhar, provavelmente o jornal matinal seria apresentado no jornal da meia-noite). E então, me senti como naqueles documentários da National Geografic onde passam alguns animais, geralmente predadores e presas, numa luta para conseguir alimento na vida selvagem da selva. Darwin explica isso também, já até imagino ele com aquela barba de Papai Noel, falando como se fosse um avô para os seus netinhos "É a seleção natural, queridos...faz parte da evolução".
E realmente deveria, o metrô estava tão lotado, que os mais fortes (que conseguiam empurrar e entrar nele por meio da força) ou os mais delgados (que por serem tão pequenos se enfiam em qualquer cm²) sobreviveriam. Eu por não pertencer a nenhuma das distintas classes (embora esteja malhando arduamente todos os anos bissextos para ficar mais delgada) provavelmente sucumbiria ali (até porque a minha espécie entraria em extinção se dependesse de mim para deixar descendentes no planeta).
E foi por isso que fiquei muito tempo parada, só olhando o caos que estava ao meu redor, pessoas se empurrando e expremendo-se para caber num lugar já ocupado. O que eu poderia fazer diante do exposto? nada, meus caros.
Tive então a genial ideia de pegar o metrô de volta para o terminal, para depois ir para a estação que eu queria. Eu, e mais 15748614 pessoas com a mesma ideia GENIAL entramos nas cabines cheias, que a cada estação ficava cada vez mais cheia até o ponto que já nem conseguia respirar. Dizem que em São Paulo o metrô vive assim.

sábado, 19 de junho de 2010

Não morri!

(se você digitar não morri no google é certeza de que aparece meu nome!)
Mas fiquei sem Anete!

Brincadeiras a parte, descobri que tudo no mundo tem salvação e eu aprendi "seno, cosseno e tangente" e sei aplicar num triângulo! Mais um ano no cursinho e eu posso dizer que aprendi o que é trigonometria. Não é incrível?
Depois que eu voltei de viagem, tive que pegar firme nos estudos, porque por mais que eu estude, parece que a matéria nunca acaba e sempre falta alguma coisa para aprender. E no fim, a única coisa que vem na minha cabeça é aquela frase "Só sei que nada sei" que Platão disse que Sócrates disse e que para mim não diz coisa nenhuma. Anyway, como eu estava dizendo, no fim fiquei sem tempo para tudo e nem pude contar que no dia dos namorados ganhei um quebra-cabeça de 2 mil peças (antes que perguntem: não, eu não tô namorando) e quase tive um síncope quando juntei duas peças iguais. 
Falando em síncopes, tenho um ataque toda vez que passo em frente a uma feira aqui perto de casa e vejo a blusa da Alemanha com o número 13 escrito "Ballack" (ainda bem que a indústria de camisetas piratas ainda não percebeu que ele não foi escalado nessa copa), meus olhos brilham, minhas mãos suam e eu fico numa vontade louca de me jogar para fora do ônibus, pegar a camiseta e sair correndo. Já perdi a conta de quantas vezes me imaginei vestindo ela. Na única vez que vi a camiseta para vender e eu podia tocar foi numa algazarra na rodoviária e eu nem pude perguntar o preço. E talvez nem fosse adiantar, como é que eu ia explicar pro meu pai que queria comprar a camiseta da Alemanha, sendo que na semana passada ele me comprou uma camiseta do Brasil ( que até agora eu nem vi a cor - mas deve ser verde e amarela)?
Então, depois de tudo isso, o meu celular morreu. Da maneira mais triste possível: ele caiu na privada. Na verdade ele praticamente se jogou (uma espécie de suicídio mesmo) e como eu nunca tinha passado pela experiência eu não soube o que fazer. Afogado. Agora, sinto falta das músicas que ele tocava, dos livros que eu lia nele, dos vários jogos que tinham (meu sobrinho, meu irmão e todas as crianças do mundo vão ter um infarto quando descobrirem).
É isso, tinha mais coisa, mas eu esqueci.
Talvez o resto da história esteja no livro "O que a Thamy estava fazendo quando ela supostamente desapareceu" - já nas melhores livrarias (comprem, porque a verba arrecadada vai ser revertida em prol de uma camiseta da Alemanha número 13 e um celular novo).

domingo, 6 de junho de 2010

A gente viajou...

tá, eu viajei. mas sempre quis "falar" isso.


Sunset de Côcos- BA




Enfim, toda viagem é aquela expectativa (mesmo que a sua viagem seja só de cinco dias, sendo dois na estrada), você arruma as coisas mentalmente na hora que fica sabendo que vai viajar, faz uma lista com tudo para não esquecer de nada (eu sempre esqueço) e depois de fazer quase duas malas com tudo o que é de extrema necessidade e que eu não poderia viver nem um dia SEM (infelizmente não deu para embalar o computador com a internet mega rápida daqui de casa), vem a noite acordada. Eu mal conseguia dormir pensando no que eu ia fazer lá quando chegasse, como é que estariam as coisas (é porque eu viajei para o interior da Bahia, onde os meus parentes vivem e eu não ia lá desde os 12 anos) e tudo mais.
Então chegou a hora do pé na estrada. 8 horas e meia aguentando a minha irmã cantando as músicas do Luan Santana e escutando Robério e seus teclados (minha irmã tem 7 anos e nenhum bom gosto, ela odeia as minhas músicas) ou querendo brincar de andoleta ou sei-lá-o-quê e o meu outro irmão de 12 querendo disputar joguinhos comigo no celular ou quando não, querendo o meu celular para jogar os meus joguinhos (e olha que o celular dele é o mesmo modelo que o meu). Junta tudo isso com todas as músicas de sertanejo-caipira-antigas e modas de viola que meu pai ouvia. Enfim, só diversão!

Bela visão matutina que tive no primeiro dia da viagem- inspirador!

A parte mais legal da viagem foi subir o rio Itaguari acima de barco! Sentir o vento no cabelo enquanto olhava as águas transparentes do rio (parece poético falando assim agora, mas na verdade estava olhando pro fundo da água para ver se eu encontrava alguma coisa no formato de um corpo ou coisa assim - que é? sou muito neurótica-). Fora isso, fiz só o básico de quando se viaja para fazendas, acordei cedo com o barulho de galos e o mugido das vacas, fiz doação de sangue forçada para as muriçocas (aliás, a minha nova descrição de cor de pele pode ser branca com bolinhas vermelhas), tomei banho no rio e passeei pela feira da cidade de Côcos.
Não preciso dizer o quanto essa viagem fez bem para mim. Acho que depois depois de meses com essa visão:

meu cubículo no cemitério

qualquer coisa diferente disso tá de bom tamanho para mim. Tá, eu adoro mato-vacas-muriçocas-galos e tudo mais natureba possível. Menos cobras...e aranhas e lacraias, eu já contei da vez que eu fui e...e eu nem estou citando os meus traumas sobre as picadas de mosquito e as possíveis chances de se adquirir alguma doença se  algum desses mosquitos for o hospedeiro intermediário de alguma moléstia. Estou procurando não pensar muito nisso.

Ps: Ai que raiva das pilhas da câmera que não estavam carregadas e eu só pude tirar essas duas fotos! nenhumazinha de mim, nem dos meus tios. Só por que eu queria fazer um guia ilustrado da minha viagem! #VDM


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sobre os impactos que causamos no mundo


É assim.
É estranho falar de tantas coisas com pessoas estranhas, que provavelmente nunca irei conhecer, muito menos imaginar quem sejam, mas que em algum lugar carregam um pouquinho de mim, do que eu fui e das minhas idéias (mesmo que elas sejam um bocado idiotas e nada úteis). Eu sei que provavelmente que há alguém que fala de mim mais do que as pessoas que comigo convivem, por que é isso que nós humanos fazemos.
É como escrever um livro, você passa um pouquinho de você para o papel e nunca irá ter uma ideia de quantas pessoas leram. Muitos escritores, poetas e filosófos morreram sem saber ou sonhar que um dia seriam lidos. Tipo as irmãs Brontë, que passaram boa parte da vida achando que os textos e versos que compunham jamais seriam publicados ou sequer lidos. Tiveram que publicar sob pseudônimos, receberam várias críticas e hoje são considerados clássicos da literatura inglesa.
As palavras podem de fato mudar o mundo. Desde pequenas coisas a gigantescas transformações. A carta de Einstein para o presidente americano Roosevelt alertando sobre a Alemanha estar pesquisando sobre a fissão nuclear (ou seja, desenvolvendo uma bomba atômica) mudou o mundo, Einstein possivelmente não conheceu as pessoas que morreram nos atentados em Hiroshima e Nagasaki, e nem conheceu as pessoas que hoje se sentem obrigadas a estudar as sua teorias e nem tinha ideia do que isso poderia causar. Algumas palavras em um papel.
Não tenho ideia de quantas transformações eu fiz, pequenas imagino eu, mas acho que só o ato de nascer já é causar um grande impacto no mundo, então ninguém é qualificado para dizer que é insignificante no mundo.
Se um livro ou uma carta parecerem coisas difíceis demais para você, pense no impacto que pode causar as simples palavras "Eu te amo". 
É isso.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...