sábado, 23 de outubro de 2010

Não dá.


Simplesmente eu não consigo escrever nenhum texto que não seja falando da minha patética vida. Não sei se é por causa do desgasto mental que ando sofrendo para achar idéias para por nas minhas redações (tenho treinado duramente para aprender a fazer redações boas) ou se é porque sou egocêntrica e por isso quero que esse blog gire em torno de mim.
Qualquer que seja o motivo, cá estou eu aqui depois de 22 dias sem escrever absolutamente nada para dizer : Eu sou muito relapsa! Eu sei que você já deve ter notado isso(que eu sou relapsa, digo), mas eu queria dizer que dia 4 de Outubro o blog completou 4 anos de vida! 
E ainda bem, não contei para vocês que eu PASSEI na prova prática e agora sou habilitada! Queria muito contar detalhadamente cada emoção que vivi mas hoje eu não vou exagerar, juro.
Acho que vocês nem sentiram tanto a minha falta, já que só tem 12 comentários no último post (tenho que dizer a falta de comentários desanima até os feeds), mas mesmo assim prometo vir em breve falando sobre o meu mais novo vício.
Ahh e eu já ia esquecendo da novidade mais impactante! Como pude esquecer? Pintei as pontas do meu cabelo. Não se pergunte " nossa Thamy, essa é a notícia mais impactante?" Talvez não seja muito para vocês, mas no meu mundo é. Eu sou simplesmente a pessoa mais careta do mundo ever, até a minha avó é mais descolada que eu! Tanta que quando os meus amigos viram quase tiveram um ataque cardíaco. Acharam que eu estava ficando rebelde e só me faltava um piercing no nariz (Eu posso ter pintado o cabelo, mas tenham certeza eu não irei colocar um piercing). O fato é que eu não sou lá de grandes mudanças, principalmente quando se trata de algo que muda o meu estilo. Quase nunca sigo tendências ou a moda (até porque elas me cansam muito rápido já que todo mundo usa, então eu vejo o tempo todo e logo fica desgastado).
Enfim falando em aniversários, o meu está muito próximo. Um beijo para quem acertar a data!



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Motorista - 2

Motorista - 1


Comecei o processo de habilitação no inicio de janeiro, pouco tempo depois de completar 18 anos ( na verdade eu só não comecei o processo no outro dia porque no fim do ano o Detran está de férias). Provavelmente eu não vá andar de carro sempre, uma porque meu pseudo-salário não banca nem as passagens de ônibus, imagine só a gasolina de um carro. Então, depois de fazer a escola téorica em janeiro e a prova téorica somente em junho, comecei as aulas práticas no final de julho e pegava somente uma aula por dia e de vez em quando, as vezes semanas nem tinha aulas.
No final de setembro, dois meses depois de começar a aprender a dirigir, fui fazer o exame prático. Cheguei uns 20 minutos mais cedo do que a hora marcada, fiquei esperando, e como não pude ser a primeira a fazer o exame, quis ser a última. Eu estava bem nervosa enquanto esperava a minha vez (duas horas esperando), falava sem parar e meu instrutor tentou me distrair com as palavras cruzadas dele até a minha vez.
Meu examinador era um senhor negro, barrigudo, com cabelos longos (apesar da aparente calvice na parte da frente da cabeça) e usava um óculos escuros, ele aparentava uma brutalidade e dava vontade de chorar só de ver a cara dele. Era conhecido como "Playboy". Mas apesar de tudo isso, ele era super calmo e passava uma simpatia que não me inspirava confiança. Nem um pouco. A outra examinadora era loira e mal pude reparar nela, parecia querer ir para casa logo e tinha cara de tédio. Mas no fim acabou sendo mais simpática do que o "Playboy".
Durante o exame, estava extremamente calma, parecia drogada e fui fazendo o percurso que os examinadores me falavam. Estava indo bem, fiz uma garagem perfeita e logo depois deixei o carro apagar. Duas vezes. Então fiz uma curva errada e puff. O playboy em menos de 20 minutos comigo descobriu todos os meus defeitos (tá, ele só descobriu que eu era muito teimosa, e eu nem sei como ele consegui descobrir isso, quer dizer, nem é uma característica tão óbvia como ser feia, burra ou surda).
"Bom fim de semana" foi o que o Playboy me disse quando eu saia do carro. Senti toda a tensão do momento nas minhas pernas, que pareciam pesar uma tonelada, andei nem sei como, procurando o meu instrutor e quando achei um outro instrutor da auto-escola, mal conseguia controlar as lágrimas. Não sei porquê, mas já sabia que não tinha passado (tá eu sabia o porquê).
Voltei para casa ouvindo as histórias de quem não tinha passado outras vezes e que tinham certeza que tinham reprovado novamente.
O trauma foi grande ao saber que não tinha passado, me perguntava como a Paris Hilton conseguia e eu não, olhava os carros e me sentia tão incapaz. Fiz 7 pontos, o máximo para ser aprovado é 3 (Pela primeira vez na vida gabaritar os itens de uma prova não é legal). 
Então amanhã, três semanas e cinco aulas mais depois, irei fazer a prova prática de novo. Provavelmente porque eu sou muito teimosa, tenho sido assim a minha vida toda, e quase nunca desisto das coisas.


Nota: menos de 45 dias agora. =}

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Being Me.


Esses dias, estava procrastinando como sempre, procurando atualizações das minhas séries favoritas e tal, e resolvi assistir umas novas séries. Encontrei "100 questions" que eu achei muito divertido e bem no estilo Friends, mas a série é novissíma e até agora só tem 3 episódios, então eu estou esperando sair episódios novos. 
Mas então, resolvi baixar "Being Erica" e assistir para ver se era legal. Menos de dois minutos depois de começar a assistir, já comecei a baixar o segundo, porque já estava viciada. Não é exagero meu, mas super me identifiquei com a história desde a primeira fala!



Erica é que nem eu, digo, quase que nem eu, ela tem 30 e poucos anos, acaba de ser demitida do emprego de telemarketing mesmo tendo mestrado, não tem um relacionamento sério, já que ela não consegue se comprometer porque vive encontrando defeitos nos caras e é o assunto no natal das famílias. Ou seja, tirando o fato de eu ainda não ter chegado aos 30 e poucos, estamos quase no mesmo patamar, eu tenho um meio salário mínimo trabalhando meio período para o meu pai mesmo tendo uma série de qualificações, não tenho relacionamentos sérios, e sou o assunto de todos os feriados e dias não-feriados do ano.
Então, ela começa a fazer um tipo de terapia, voltando ao passado para 'tentar' consertar todos os arrependimentos que ela tem e a vida dela vai se transformando. O ponto alto de tudo é quando ela arruma um namorado. Eu nem me importo se o emprego dela ainda não é um dos melhores e se ela ainda não é a queridinha da família. 

O namorado dela é o tipo tão perfeito que eu nem consigo me cansar: ele é adoravelmente bonito, adora cozinhar e é bem-humorado, compreensivo, divertido, tem um emprego bom e não é burro. É tudo o que eu procuro! Só que a Erica, e todas as mulheres do mundo, nunca estão satisfeitas com nada e sempre querem o errado. Erica descobre que gosta mesmo é do amigo dela de anos depois de dar um beijo nele! Fala sério! Ela tem o deus grego como namorado e então ela resolve terminar com ele para ficar com o amigo que é casado. O que a Erica (e todas as mulheres que fazem o mesmo) têm na cabeça? Então, comecei a me indagar e se acontecesse o mesmo comigo? tipo, tirando a parte de voltar no tempo para corrigir todos os meus arrependimentos, mas se por um golpe (forte) do destino eu arrumasse um namorado como o da Erica e descobrisse que gosto mesmo é de um amigo meu? Tudo bem, que considerando que quase todos os meus amigos são gay's ou tem um pegadinha leve para ser (na verdade eu é que tenho uma forte tendência a achar que todo mundo é gay) eu fico presa em um terrível paradoxo. Resolvi que de hoje em diante, para ser meu amigo tem que ter mais de 1,70, olhos azuis, ser divertido e bem-humorado e...

Importante!
1 mês e 20 dias.

domingo, 26 de setembro de 2010

O cara do supermercado - final


Esse mês não fui fazer compras, porque não seria a mesma coisa. Sabia que as chances de ver um cara bonito me dando mole eram mínimas. E aquele cara então? muito menores ainda. Naquela vez, depois de nos esbarrar várias vezes no supermercado (inclusive na hora que eu estava escolhendo a minha porção individual de lasanha, ele ficou super por perto pegando alguma coisa que eu não pude ver porque meus olhos mal conseguiam olhar para as embalagens de tanta timidez) e depois na hora que fomos para a fila, ele passou por nos e pensou umas duas vezes se ficava com o carrinho atrás de nós, mas no fim, acabou ficando duas filas ao lado da nossa. A nossa fila andou mais rápido, mas como minha mãe tinha esquecido a carteira, acabamos saindo do mercado quase no mesmo tempo. E, como se as coincidências não fosse o bastantes, o carro dele estava estacionado tão perto do nosso! Fiz um lindo e bem elaborado esquema para vocês terem uma idéia:




Dizendo fontes seguras, que ele estava arrumando as compras (que eram em menor quantidade que a nossa) vagarosamente e de forma tão organizada comparado a nós, que enquanto eu segurava aquele suporte de madeira que fica lá no porta malas, minha mãe e minha irmã jogavam as compras como se fosse aquelas competições de quem pega mais coisa em menos tempo. No fim, terminamos primeiro que ele e eu fui devolver o carrinho, ele foi logo depois, mas na hora que eu estava voltando ele entrou no carrinho e eu fui embora. 
E, desde então, ele só faz parte das lembranças. Fazer compras nunca mais vai ser o mesmo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mulheres Elegantes


Admiro mulheres decididas e auto-confiantes. Aquelas que mesmo quando não tem  a mínima ideia de como lidar com as situações sempre dão um jeitinho de resolver tudo. Aquelas que vomitam com tanta classe, que dá vontade de vomitar igualzinho. Aquelas que são terrivelmentes feias, mas tem um charme que parece de outro mundo. E quando passa perto de você, faz com que você sutilmente murche a barriga e ajeite o cabelo de uma forma desajeitada para parecer mais apresentável. Audrey Hepburn é uma demonstração clássica de mulheres admiráveis. Como pôde ter mudado o padrão de beleza do mundo, porque na época dela ser gordinha é que era sexy, se tinha um pé enorme e nem parecia com aquelas belas pinturas que permeiam o mundo? mas mesmo assim conseguiu convencer o mundo de que ela era linda. Ela era linda!
Quando vejo mulheres assim a única coisa que me passa pela cabeça: eu quero ser assim. Embora eu ache que não existe um manual ou modo de fazer da mulher elegante e charmosa (e mesmo que tivesse eu não consiguiria seguir mesmo), faz parte do meu plano pessoal de auto-atualização ser tudo isso.Embora, até agora eu não tenha saído do papel, mesmo assim ainda está no plano.
E vocês? tem alguma mulher perfeita pela qual você admiram? (nem precisa comentar se for alguém tipo "A minha mãe que é trabalhadora e..." ou "A Geyse Arruda que mostrou que mesmo se vestindo mal, sendo feia e gorda e rechaçada pela maioria das pessoas ainda é possível subir na vida sem esforço").
PS: Sinto falta do fundo do meu coração torto de comentar no blog de vocês e tudo mais, mas prometo que assim que eu for eleita presidente, vou visitar todo mundo. Non abandonez moi! 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nutricionista Day

Ainda não exerço a profissão
Não me formei no curso de Nutrição.
E tudo bem que eu ainda nem passei no vestibular.
Mas sou nutricionista de coração. Desde que resolvi que seria. 

P.S: para relembrar quando tudo começou clique aqui.

domingo, 29 de agosto de 2010

O cara do supermercado - parte 1

Procura-se: cara do supermercado

Na segunda feira, era o dia de ir no supermercado. Minha mãe queria ir sozinha. Meu pai achava que a minha irmã deveria ir junto. Minha irmã só vai se eu for. Então fomos nós três.
E como todo dia de ir no supermercado é animador, o dia mais legal do mês, eu fui do jeito que eu estava quando cheguei do cursinho: calça jeans, uma bata indígena  preta com mangas balonê que eu adoro, mas eu sei que particularmente é brega, havaianas e como eu estava com os meus cachos naturais, já estava cansada deles na minha cara (porque a minha mãe cortou as pontas! e agora ela está mega curto) e prendi num rabo de cavalo. Até porque né, eu não ia encontrar o meu príncipe encantado no supermercado - Na hora, eu não cogitei na hipótese de Curtis Stone aparecer por lá numa edição brasileira de Chef à domicílio- e fui.
Pouco depois de chegar no enfadonho mercado, quando já estava quase me atirando do cima das estantes ou me envenenando com algum produto de limpeza, quando a minha irmã vê uma cara que era o nosso número (o ruim de ter uma irmã com diferença de idade de 4 anos é esse) e ai me alerta para dá uma olhada.
Depois de ter descobrido que ele era realmente o meu número (loiro, de roupa social e cabelo comprido liso! - embora eu ache os morenos muito mais bonitos, esse era realmente charmoso.), com uma boa investigadora que sou, comecei a sem querer a andar na mesma seção que ele estava, para dar um encontrão, puxar assunto e o deixar mais a vontade para ele me pedir em casamento, vocês sabem, né? Como a minha mãe estava andando vagarosamente pelas seções e ele, que tinha chegado um pouco depois da gente, já tinha nos ultrapassado. 
Comecei então a pegar as coisas mais rápido e tal, e a minha deu um chilique: 
- Tá vendo T., porque eu não gosto de trazer sua irmã ao mercado? ela só pega besteira e não olha as coisas direito.
Já desistindo de procurar por ele e voltando ao mar de tédio que eu me encontrava, pensei até em voltar a empurrar o carrinho com a barriga, apoiando os braços e quase todo o corpo nele, mas a minha irmã não deixou, porque essa era a tarefa menos tediosa dela, então eu continuei a procurar as besteiras para  enfiar no carrinho sem que a minha mãe percebesse.
Quando estava pegando biscoitos paulistas despercebidamente, ele estava lá, ao meu lado pegando bisnagas ou pão de forma, não sei ao certo por que estava tendo uma crise do tipo "O que eu faço agora?". Na verdade eu tive essa crise várias vezes, só que quando eu estava com a minha irmã eu falava alguma coisa do tipo "Será que eu compro isso? tá mais em conta que tal coisa, é só ver o volume e o preço e ver se compensa comprar e tal". Linda nerdice! O que eu sou? uma analista financeira?
E, depois nos encontramos novamente na seção de frios, quando eu estava surrupiando pro carrinho duas lasanhas. Nem ia poder puxar assunto, o que eu iria falar? 
- Oi, começo a dieta na segunda, que droga hoje é segunda, começo na terça então.

/livro, o resto da história eu conto para vocês amanhã, crianças. Mas já aviso, essa não é uma love story




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