terça-feira, 10 de agosto de 2010

Férias

Eu, lançando todo o meu charme como A garota da vitrine

Volta e meia me pego comprando um livro ou outro, seja nos sebos da vida ou nas livrarias do shopping. Sempre que eu tenho um trocado no bolso e encontro um livro que seja de menor ou igual valor, compro como se fosse uma liquidação do último par de Laboutin originais do mundo. O problema é que eu adoro comprar livros, mais do que lê-los, é mais uma questão sub-consciente de que eu tenho que ter um biblioteca. E geralmente, quem tem uma biblioteca nunca leu todos os livros que lá se encontram né? (Se alguém tem uma biblioteca e leu todos os livros, por favor não me desmintam!).
Ontem mesmo, sem poder, comprei a coleção completa do "Guia Mochileiro das Galáxias" porque estava em promoção, ninguém queria me dar e eu precisava ter!
Enfim, como sempre ando com um livro (para o caso de precisar seguir alguém e não querer ser vista, ai vocês sabem sento e finjo que estou lendo ) eu estava levando faz dias na minha bolsa Férias da Marian Keyes, e já tinha começado ler ele há meses, embora eu não tivesse passado da página 40, porque a preguiça e a falta de tempo eram muito maiores do que as 559 páginas do livro que tinha para ler.
Só que semana passada, logo depois que perdi o meu emprego de sucesso, meu pai ficou com pena de mim e me chamou para trabalhar na banca de revistas dele, vendendo doces, recargas para celular, tirando xerox, sorvetes e alegria para todas as pessoas feias da fila (na verdade, eu meio que suspeito que ele ficou com uma pontada de ciúmes do fato de alguém me achar proveitosa para trabalhar) e até livros - e no segundo dia de trabalho eu já tinha pedido para ele o livro "Orgulho e Preconceito" da Jane Austen porque a capa era de tecido como aqueles livros antigos e ele me deu no lugar do outro livro que ele tinha me dado chamado "A cura de Schopenhauer" que eu estou morrendo de vontade de comprar de novo, mas não tinha tanta chances concorrendo com um livro da Jane- e, como na maior parte do tempo, eu não faço nada mesmo (embora às vezes eu finjo que estou limpando a vitrine ou arrumando as revistas, para aparentar que meu trabalho é duro e conferir se tem algum cara gato que valha a pena lançar o meu charme) estou lendo realmente Férias, que eu ganhei de um amigo ano passado de aniversário, quase que sem parar das 8h às 17h porque além do livro ser grande e não acabar nunca, ele é realmente engraçado e tudo mais. E, mesmo levando as minhas apostilas e livros para continuar estudando pro vestibular/concursos públicos, depois de quinze minutos lá estou lendo a história da Rachel e me perguntando quando é que ela vai perceber que é uma viciada em drogas e me perguntando se ela vai ficar com o Luke ou com o Chris.
Devo terminar de ler o livro amanhã ou depois e devo também culpar o meu amigo por ter me dado um livro tão bom e agora eu estou doida para ler "Casório?!" de mesma autora e me perguntando se vou ter que arrumar outro amigo para me dar esse livro.
Nota de rodapé: Todo dia um mendigo-viciado-em-drogas me pergunta sobre o livro, quem é autora e sobre o que se trata o livro, eu sinto que ele achou que era uma indireta minha para ele quando disse que se tratava de uma mulher que ia para um centro de reabilitação para toxicômanos e começava a se livrar dos vício.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sobre o meu trabalho de um dia só.


O resultado do vestibular ainda não saiu. A previsão é que saia até o final de agosto o resultado.
Enquanto isso eu tento tocar a minha vida, eu até arrumei um emprego que era perfeito para mim numa lan house que durou só um dia!
Era assim, eu trabalharia tirando xerox, recarregando cartuchos, monitorando a internet e enquanto isso podia ficar lá fazendo o que quisesse na internet (eu ia passar o dia vendo filmes e tal). Só que ai, no meio do dia, o chefe chega e diz que vendeu tudo. Eu fiquei uns 3 minutos sem reação e depois fiz uma cara de "O quê? como? não é possível!" e foi assim que acabou a minha carreira meteórica de recepcionista de lan house. Será que dá para colocar isso no currículo?
Então, no fim de semana fui fazer a prova para o concurso de bolsas do Exatas. Porque preciso me garantir né? minha vida muda de rotina  mais do a Lady Gaga muda de figurino. E na segunda, quando fui corrigir o gabarito vi que ao invés de bolsa de estudos eu ia era ficar devendo pro cursinho.
Então, como umas das últimas tentativas, resolvi criar um video para a promoção lá do cursinho. O video mais votado ganha. O problema é que as votações acabam na sexta e tem gente que tem mais que 500 votos. Ou seja, preciso que vocês leitores, meus amigos, meus pais, meu gato, meus vizinhos e todo mundo que tiver internet votem para que eu tenha chance! 
Thamy, como eu te ajudo?
Simples, você se cadastra no site do cursinho (é mais rápido do que colocar uma pipoca para estourar no microondas!): Os mestres querem saber. E depois de cadastrar é só logar e votar nesse video aqui: Estude no Exatas! Como diria um professor lá do cursinho "É mais fácil do que beijar na boca!". 
Tá, talvez beijar na boca não seja tão fácil. mas vocês entenderam né?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Motorista

Virar para a direita? qual lado é a direita?

Faz duas semanas que eu comecei as minhas aulas de direção. No primeiro dia, achei que dirigir era a coisa mais fácil do mundo era só trocar as marchas e girar o volante (a verdade é que eu achava que estava dirigindo, mas quem estava dirigindo mesmo era o instrutor - me senti traída depois que descobri a verdade). Depois quando eu comecei a pegar mais o controle do carro e sair no trânsito, que tinha que mudar de marcha  olhar o retrovisor mudar de marcha ligar a seta mudar de marcha frear apertar a embreagem toda apertar metade da embreagem e...(deixei sem as vírgulas para vocês lerem rápido e sentir a pressão de ter que pensar em fazer tudo isso em um curto espaço de tempo). Eu nunca sei se escuto o instrutor ou os meus pensamentos. E se eu escuto o instrutor, eu não lembro de continuar controlando o carro e se eu não escuto o instrutor, eu continuo errando. Se eu escutar o instrutor e prestar atenção no carro eu não entendo nada do que ele fala. 
Daí que depois de algumas aulas eu chego arrasada em casa, achando que dirigir é muito chato e que eu não tenho coordenação motora e psicológica para isso. Quero me afogar nas cobertas, ligar a tevê e comer até não passar na porta.
Tem outros dias, que dirigir é emocionante, quase que uma aventura. Consigo mudar de marcha, lembro de soltar a embreagem devagar, mudar de marcha, pisar no freio, dar seta, mudar de marcha, olhar no retrovisor e até ultrapassar! Quase que me vejo saindo da aula de direção e estrelando o filme "Crossroads" (para quem não lembra é aquele filme que a Britney Spears viaja com as amigas para realizar o sonho de cantar ou alguma coisa do tipo). Anyway, quando chego em casa toda feliz  me dá uma vontade de me jogar na cama, assistir uns filminhos e comer pipoca com brigadeiro. 
Enfim, dirigir não é o fim do mundo. Se a Paris consegue...


PS: Os comentários ficam agora do lado esquerdo. Ou é o direito? - Abaixo daquele gif escândalo.


terça-feira, 20 de julho de 2010

E agora?

Thamy, curtindo férias pós-vestibular

Sabe quando tem uma festa de casamento, um aniversário ou algum evento que você mal vê a hora de chegar? passa horas planejando o que vai vestir, o que vai fazer e conversa o tempo todo sobre isso e então, quando chega o dia tão esperado, você acorda parecendo uma bateria, faz mil e uma coisas, começa a chorar se a roupa fica um pouco amarrotada ou alguém fala que sua roupa está "meio assim" fazendo uma cara quem chupou limão. Então, depois começa a brigar com todo mundo, fala que não vai mais e no fim acaba indo. Depois que o evento acontece fica aquela sensação de "foi só isso" ou fica sentindo o vazio, já que agora você não tem que planejar, imaginar como vai ser ou fazer mais nada, por que o evento já foi (e nem foi do jeito que você pensou). Acabou.
É assim que eu estou me sentindo pós-vestibular. Acordei ontem e não tinha mais a preocupação de ir pro cursinho, de preparar a minha marmita, de passar o dia lá, não precisava  abrir os livros, nem precisava imaginar como seria a prova, nem nada. Eu não tinha nenhuma preocupação e isso me bateu uma sensação de vazio.
No sábado foi o primeiro dia, passei a manhã terminando de ler um livro sobre literatura brasileira e quando deu o horário minha mãe me levou ao local de provas. Só por precaução, fiz a fiscal de provas olhar de cadeira por cadeira para saber se tinha algum concorrente ( eu tenho um ótimo poder persuasivo) e quando descobri que estava tudo limpo, fiquei mais calma. Sempre fico tranquila nas provas, só que dessa vez eu acho que fiquei tranquila demais, que quando faltavam apenas 5 minutos para o final da prova eu descubro que tinha duas páginas inteirinhas que eu nem tinha lido. O tema das provas era vida e morte, e na hora que eu li boa parte da prova, realmente quis me matar. E o tema da redação parecia ter sido escolhido por um zen budista bêbado:
"O cotidiano, considerada a dualidade vida-morte, pode ser um espaço de criação ou de cópia"
Saí completamente arrasada no primeiro dia, fiquei deprê e até pensei em ouvir Cine e Restart (é só para vocês terem uma ideia de como eu estava mal!).
No segundo dia então a situação ficou pior, meu corpo estava todo dolorido em decorrência da minha queda da escada na sexta-feira que foi tipo assim e tudo bem que na hora que eu cheguei no fim da escada a primeira coisa que eu pensei era em como eu ia fazer a prova com as pernas ou o braço quebrado. Enfim, no segundo dia eu fiz todas as questões que eu sabia e não tinha dado nem 20 (a prova tinha 150 questões).
Enfim, a oração de vocês é muito forte, mais de 3000 pessoas faltaram o vestibular, se 221 destas pessoas marcaram Nutrição, eu já passei! Que tal, agora todo mundo orar para eu arrumar um namorado eim?


sábado, 10 de julho de 2010

Uma semana para a Prova


Thamy uma semana antes do vestibular

Não vou enganar vocês: estou nervosa. Principalmente porque sem querer fiquei sabendo da concorrência do meu curso essa semana. É assim, no meio do ano a concorrência no vestibular é bem menor do que os vestibulares no início do ano, mas esse ano a demanda de vagas por curso caiu consideravelmente, inclusive do meu, mas para ter uma ideia, o meu é ainda maior do que a demanda dos cursos das pessoas que estudam comigo, tirando é claro medicina e direito.
Sei que tenho chances de passar, considerando que meus 221 concorrentes diretos podem ter aproveitado esse mês para assistir os jogos da copa, viajar de férias ou sem querer fiquem com dor de barriga no dia da prova, eu tenho chances. Eu acredito em mim.
Então, até dia 19, que eu volto  aqui para contar como foi a prova em riqueza de detalhes. Ah, quero 221 comentários de "Boa sorte" ou coisas parecidas e animadoras de coisas que podem acontecer com os meus concorrentes.

Um beijão, 
da Thamy 
(que está imaginando como será a vida pós-vestibular)

P.S: O gato do post abaixo é meramente ilustrativo, embora esteja pensando em arrumar uma fantasia igualzinha pro Louie. Só que de sapinho ♥

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Não sei fazer títulos de posts.


Querido diário,
Estive me perguntando o porque do meu auto-isolamento. É mais ou menos assim, diário: eu passo o tempo todo cercada por pessoas, mas faço questão de ficar sozinha. Eu gosto de ficar sozinha. E ai, parece que quanto mais quero ficar só, mais as pessoas querem estar comigo. E quanto mais elas querem ficar comigo, mais eu quero ficar sozinha entende? não né? nem eu.
Então, eu queria entender o motivo para tudo isso. É porque, pode não parecer diário, mas eu adoro conversar. Dizem que as pessoas que gostam de falar pelos cotovelos, mas não tem ninguém para conversar criam blogs ou escrevem em diários.
Mas acho que isso não é verdade.
Também estive pensativa a respeito da minha incapacidade de gostar  de alguém por muito tempo. É assim diário, eu gosto de uma pessoa, e só. Não falo nada, porque geralmente escolho as pessoas mais impossíveis, tipo, jogadores que falam um idioma muito diferente do que o meu, que moram em outro continente, sejam mais velhos, ricos e talvez casados (qualquer semelhança com o Ballack é inevitável). Assim, eu sei que nunca vou sofrer mais do que eu já sofro por gostar de alguém que nunca vai saber. Dizem também que para gostar de outras pessoas, devemos primeiro gostar de nós mesmos. Mas as pessoas dizem muitas coisas.
Percebe, diário? Nasci para viver sozinha. 
Então, resolvi adotar um gato. Ele é o meu mais novo companheiro, que embora meu pai diga que não pode me acompanhar na velhice já que gatos não vivem por muito tempo (ainda mais aos meus cuidados), eu acho que ele vai viver o suficiente até eu arrumar um namorado. Caso contrário, o que é mais provável, já é possível me imaginar velha com o Louie para me animar tentando agarrar os fios do meus cabelos como se fosse um rato. Até porque gatos são muito parecidos comigo: eles dormem o dia todo.
Sinto me mais completa agora.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Darwin e a seleção metroniana natural


Fiquei um tempo olhando pasmada para aquela cena que acontecia bem na minha frente. Era real. Eu não estava vendo pelos jornais ou lendo uma reportagem sobre o assunto, eu estava ali, presente na história, não me sentia um expectadora da vida, pela primeira vez em tempos me senti viva numa situação que para muitos pode ser considerada ruim.
Lembro da primeira vez que andei de metrô. Foi no meu aniversário de 15 anos, eu ia para o cinema com uma amiga e ela sabia andar nas estações e tudo o mais. Foi bem emocionante para mim, porque me sentia aquelas pessoas cool&cult dos filmes americanos. Para voltar, não quis esperar duas horas na parada para pegar o ônibus, preferi voltar de metrô. Eu peguei a linha errada e me perdi dentro da estação. Apesar de tudo (e olha que isso não foi nem uma fração de coisas-desastrosas-que-só-acontecem-no-dia-do-meu-aniversário) foi bem divertido.
Mas dessa vez não foi, ou não era para ser. Com a greve dos rodoviários, todo mundo só tinha uma solução para ir trabalhar: o metrô. O jornal matinal ainda faz questão de avisar "Tudo bem, ainda resta o metrô, que está vazio" (Se os jornalistas tivessem se deslocado de metrô para trabalhar, provavelmente o jornal matinal seria apresentado no jornal da meia-noite). E então, me senti como naqueles documentários da National Geografic onde passam alguns animais, geralmente predadores e presas, numa luta para conseguir alimento na vida selvagem da selva. Darwin explica isso também, já até imagino ele com aquela barba de Papai Noel, falando como se fosse um avô para os seus netinhos "É a seleção natural, queridos...faz parte da evolução".
E realmente deveria, o metrô estava tão lotado, que os mais fortes (que conseguiam empurrar e entrar nele por meio da força) ou os mais delgados (que por serem tão pequenos se enfiam em qualquer cm²) sobreviveriam. Eu por não pertencer a nenhuma das distintas classes (embora esteja malhando arduamente todos os anos bissextos para ficar mais delgada) provavelmente sucumbiria ali (até porque a minha espécie entraria em extinção se dependesse de mim para deixar descendentes no planeta).
E foi por isso que fiquei muito tempo parada, só olhando o caos que estava ao meu redor, pessoas se empurrando e expremendo-se para caber num lugar já ocupado. O que eu poderia fazer diante do exposto? nada, meus caros.
Tive então a genial ideia de pegar o metrô de volta para o terminal, para depois ir para a estação que eu queria. Eu, e mais 15748614 pessoas com a mesma ideia GENIAL entramos nas cabines cheias, que a cada estação ficava cada vez mais cheia até o ponto que já nem conseguia respirar. Dizem que em São Paulo o metrô vive assim.

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