sábado, 19 de junho de 2010

Não morri!

(se você digitar não morri no google é certeza de que aparece meu nome!)
Mas fiquei sem Anete!

Brincadeiras a parte, descobri que tudo no mundo tem salvação e eu aprendi "seno, cosseno e tangente" e sei aplicar num triângulo! Mais um ano no cursinho e eu posso dizer que aprendi o que é trigonometria. Não é incrível?
Depois que eu voltei de viagem, tive que pegar firme nos estudos, porque por mais que eu estude, parece que a matéria nunca acaba e sempre falta alguma coisa para aprender. E no fim, a única coisa que vem na minha cabeça é aquela frase "Só sei que nada sei" que Platão disse que Sócrates disse e que para mim não diz coisa nenhuma. Anyway, como eu estava dizendo, no fim fiquei sem tempo para tudo e nem pude contar que no dia dos namorados ganhei um quebra-cabeça de 2 mil peças (antes que perguntem: não, eu não tô namorando) e quase tive um síncope quando juntei duas peças iguais. 
Falando em síncopes, tenho um ataque toda vez que passo em frente a uma feira aqui perto de casa e vejo a blusa da Alemanha com o número 13 escrito "Ballack" (ainda bem que a indústria de camisetas piratas ainda não percebeu que ele não foi escalado nessa copa), meus olhos brilham, minhas mãos suam e eu fico numa vontade louca de me jogar para fora do ônibus, pegar a camiseta e sair correndo. Já perdi a conta de quantas vezes me imaginei vestindo ela. Na única vez que vi a camiseta para vender e eu podia tocar foi numa algazarra na rodoviária e eu nem pude perguntar o preço. E talvez nem fosse adiantar, como é que eu ia explicar pro meu pai que queria comprar a camiseta da Alemanha, sendo que na semana passada ele me comprou uma camiseta do Brasil ( que até agora eu nem vi a cor - mas deve ser verde e amarela)?
Então, depois de tudo isso, o meu celular morreu. Da maneira mais triste possível: ele caiu na privada. Na verdade ele praticamente se jogou (uma espécie de suicídio mesmo) e como eu nunca tinha passado pela experiência eu não soube o que fazer. Afogado. Agora, sinto falta das músicas que ele tocava, dos livros que eu lia nele, dos vários jogos que tinham (meu sobrinho, meu irmão e todas as crianças do mundo vão ter um infarto quando descobrirem).
É isso, tinha mais coisa, mas eu esqueci.
Talvez o resto da história esteja no livro "O que a Thamy estava fazendo quando ela supostamente desapareceu" - já nas melhores livrarias (comprem, porque a verba arrecadada vai ser revertida em prol de uma camiseta da Alemanha número 13 e um celular novo).

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A short love story



Me sinto exatamente igual a essa menina. 


domingo, 6 de junho de 2010

A gente viajou...

tá, eu viajei. mas sempre quis "falar" isso.


Sunset de Côcos- BA




Enfim, toda viagem é aquela expectativa (mesmo que a sua viagem seja só de cinco dias, sendo dois na estrada), você arruma as coisas mentalmente na hora que fica sabendo que vai viajar, faz uma lista com tudo para não esquecer de nada (eu sempre esqueço) e depois de fazer quase duas malas com tudo o que é de extrema necessidade e que eu não poderia viver nem um dia SEM (infelizmente não deu para embalar o computador com a internet mega rápida daqui de casa), vem a noite acordada. Eu mal conseguia dormir pensando no que eu ia fazer lá quando chegasse, como é que estariam as coisas (é porque eu viajei para o interior da Bahia, onde os meus parentes vivem e eu não ia lá desde os 12 anos) e tudo mais.
Então chegou a hora do pé na estrada. 8 horas e meia aguentando a minha irmã cantando as músicas do Luan Santana e escutando Robério e seus teclados (minha irmã tem 7 anos e nenhum bom gosto, ela odeia as minhas músicas) ou querendo brincar de andoleta ou sei-lá-o-quê e o meu outro irmão de 12 querendo disputar joguinhos comigo no celular ou quando não, querendo o meu celular para jogar os meus joguinhos (e olha que o celular dele é o mesmo modelo que o meu). Junta tudo isso com todas as músicas de sertanejo-caipira-antigas e modas de viola que meu pai ouvia. Enfim, só diversão!

Bela visão matutina que tive no primeiro dia da viagem- inspirador!

A parte mais legal da viagem foi subir o rio Itaguari acima de barco! Sentir o vento no cabelo enquanto olhava as águas transparentes do rio (parece poético falando assim agora, mas na verdade estava olhando pro fundo da água para ver se eu encontrava alguma coisa no formato de um corpo ou coisa assim - que é? sou muito neurótica-). Fora isso, fiz só o básico de quando se viaja para fazendas, acordei cedo com o barulho de galos e o mugido das vacas, fiz doação de sangue forçada para as muriçocas (aliás, a minha nova descrição de cor de pele pode ser branca com bolinhas vermelhas), tomei banho no rio e passeei pela feira da cidade de Côcos.
Não preciso dizer o quanto essa viagem fez bem para mim. Acho que depois depois de meses com essa visão:

meu cubículo no cemitério

qualquer coisa diferente disso tá de bom tamanho para mim. Tá, eu adoro mato-vacas-muriçocas-galos e tudo mais natureba possível. Menos cobras...e aranhas e lacraias, eu já contei da vez que eu fui e...e eu nem estou citando os meus traumas sobre as picadas de mosquito e as possíveis chances de se adquirir alguma doença se  algum desses mosquitos for o hospedeiro intermediário de alguma moléstia. Estou procurando não pensar muito nisso.

Ps: Ai que raiva das pilhas da câmera que não estavam carregadas e eu só pude tirar essas duas fotos! nenhumazinha de mim, nem dos meus tios. Só por que eu queria fazer um guia ilustrado da minha viagem! #VDM


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sobre os impactos que causamos no mundo


É assim.
É estranho falar de tantas coisas com pessoas estranhas, que provavelmente nunca irei conhecer, muito menos imaginar quem sejam, mas que em algum lugar carregam um pouquinho de mim, do que eu fui e das minhas idéias (mesmo que elas sejam um bocado idiotas e nada úteis). Eu sei que provavelmente que há alguém que fala de mim mais do que as pessoas que comigo convivem, por que é isso que nós humanos fazemos.
É como escrever um livro, você passa um pouquinho de você para o papel e nunca irá ter uma ideia de quantas pessoas leram. Muitos escritores, poetas e filosófos morreram sem saber ou sonhar que um dia seriam lidos. Tipo as irmãs Brontë, que passaram boa parte da vida achando que os textos e versos que compunham jamais seriam publicados ou sequer lidos. Tiveram que publicar sob pseudônimos, receberam várias críticas e hoje são considerados clássicos da literatura inglesa.
As palavras podem de fato mudar o mundo. Desde pequenas coisas a gigantescas transformações. A carta de Einstein para o presidente americano Roosevelt alertando sobre a Alemanha estar pesquisando sobre a fissão nuclear (ou seja, desenvolvendo uma bomba atômica) mudou o mundo, Einstein possivelmente não conheceu as pessoas que morreram nos atentados em Hiroshima e Nagasaki, e nem conheceu as pessoas que hoje se sentem obrigadas a estudar as sua teorias e nem tinha ideia do que isso poderia causar. Algumas palavras em um papel.
Não tenho ideia de quantas transformações eu fiz, pequenas imagino eu, mas acho que só o ato de nascer já é causar um grande impacto no mundo, então ninguém é qualificado para dizer que é insignificante no mundo.
Se um livro ou uma carta parecerem coisas difíceis demais para você, pense no impacto que pode causar as simples palavras "Eu te amo". 
É isso.




quinta-feira, 20 de maio de 2010

O que restará da Copa do Mundo agora?


Na copa de 2006, eu adorava ir para a casa dos meus amigos assistir os jogos do Brasil e ficar rindo e me divertindo com eles a cada gol. Mas, a realidade é que eu adorava mesmo era assistir os jogos da Alemanha, e torcia para que eles fossem para a final com o Brasil, só para ter mais jogos deles. O motivo pesa 80 quilos distribuidos em um metro e oitenta e nove. 
Camisa 13 da seleção alemã, me chamou a atenção nem sei porquê ( estava procurando umas fotos dele para ilustrar o post e ele não é nada fotogênico..) enfim, eu adorava brincar com uma amiga que na copa de 2014 eu conheceria ele, e ela o Cristiano Ronaldo (ainda bem que o Ballack não me decepcionou desse jeito). Quando a copa de 2006 acabou, eu mal podia esperar para chegar 2010 logo! Cada ano passou se arrastando...
Bem, as vésperas da copa, minha amiga do cursinho (é que todo mundo que convive comigo - não necessariamente se me conhece ou não- sabe que eu morro de amores pelo Ballack)  me conta uma péssima notícia: o dito cujo resolveu sofrer um acidente e não vai mais a copa! 
Ballack amor, quatro anos para se machucar, e você resolve se machucar faltando MENOS DE UM MÊS para a copa?? 
 Agora, não me resta mais nada a não ser achar outro jogador bonito para torcer na copa, já que não encontramos belas espécimes masculinas no futebol da seleção brasileira. Alguém tem um álbum completo da copa para me emprestar?

sábado, 15 de maio de 2010

Carta para um velho amigo




Querido papai noel,


Tenho algumas coisas para lhe falar, e não posso esperar chegar o natal. 
  • Só porque eu tenho que estudar, o mundo resolveu que me quer levar para sair. Se eu tivesse nada para fazer, provavelmente ninguém me chamaria para sair.
  • Talvez, se eu morasse longe do novo vizinho bonito, eu o visse mais do que morando no mesmo prédio.
  • Porque até hoje, com milhares de invenções inúteis, não inventaram a pílula do conhecimento?
  • Porque toda vez que eu penso em fazer um post, minhas idéias somem? e quando estou longe do computador as minha idéias voltam?
  • Tenho 199 seguidores, só porque falta 1 para os 200 ( e 801 para mil) ninguém mais vai querer seguir o blog.
  • Falta muito pro natal?
Com carinho, 
Thamy

domingo, 9 de maio de 2010

A vida e a as aventuras ao lado da melhor mãe do mundo

Tenho que confessar: ela não é a melhor pessoa do mundo.


Ela vive se contradizendo, fazendo as coisas que ela fala para mim não fazer, fura fila no supermercado (e me mata de vergonha por isso), vive mudando os móveis e as coisas de lugar, (o que me irrita muito  já que eu nunca sei onde fica nada aqui em casa), e ela age feito uma criança quando quer uma coisa, orgulhosa como só ela é, adora fazer birra e pirraça. Se diverte me irritando de propósito.
Ela adora trocar de celular o tempo todo, ou comprar sapatos freneticamente. Agora, resolveu que não quer mais essas tarefas de mãe (tipo lavar minhas roupas, arrumar o meu quarto, fazer o meu almoço, me amar e me dar carinho...qual é a graça de morar com a mãe e não ter mordomias? nenhuma!).
Viver com ela, é se acostumar a chegar no lugar que deveria ser sua sala, e ver um pequeno salão cheio de mulheres desconhecidas se arrumando e tricotando todos os dias. É ir procurar o açúcar na vasilha de vidro em cima do armário da pia e descobrir (depois de 3 horas abrindo e fechando portas do armário) que agora tá na vasilha verde debaixo da pia. É viver ouvindo ela reclamar de você para todo mundo quando ela tá com raiva porque você não fez o café..aliás, viver com ela é voltar pra casa mais cedo só porque ela quer tomar café feito na hora EM CASA (ela diz que nem é viciada, mas toma café 4 vezes por dia todos os dias desde que eu me entendo por gente). É  vê-la linda e loira na sua blusa novinha que você nem usou quando ela vai te buscar no curso a noite.
Com o tempo você acostuma com ela reclamando que você tem que arrumar um namorado, falando "você vai sair com essa roupa?" olhando para a minha roupa toda comportada-desleixada-não-tô-nem-aí que eu passei horas escolhendo.
Por que o que faz uma mãe ser especial, não é o conjunto de qualidades que ela possui, mas sim os defeitos. Esses são imprescindíveis para quebrar a monotonia da vida, que séria um tédio se tudo fosse perfeito.
Te amo, mãe!

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