segunda-feira, 21 de julho de 2014

"Vou te acompanhar no facebook"


Nunca imaginei que uma frase dessa, tão simples e inofensiva fosse me doer la no fundo e me deixar tão triste.
Verão quente em Colonia, a cidade das águas de colonia na Alemanha. Havia tempo que dizia que iria lá e que poderiamos nos encontrar. Ele disse que iria, só por algumas horas porque no outro dia tinha um exame muito importante e ainda tinha que terminar de estudar. E ele foi, nos desencontramos por uma hora e eu achei que não iriamos nos ver. E no fim, debaixo de um sol forte eu virei e olhei para lado e o vi. Dei um abraço e caminhamos pela principal avenida da cidade cheia de lojas de departamento e coffee stores. Nos atualizamos das novidades e caminhamos por uma hora e meia atras de um lugar para comer, rindo e conversando ate que paramos num Burguer King. Ele pediu em alemão por um menu gigante com refri e fritas e eu com muita dificuldade pedi um hamburguer simples com bacon, porque além de nunca saber o que pedir em fast foods (sim, eu sempre me apavoro e fico meia hora olhando para o atendente ate fazer o pior pedido custo-beneficio do mundo) a atendente não falava muito bem ingles. 
Em fevereiro eu me despedi dele pela primeira vez, foi se um amigo que eu queria que fosse mais que amigo, mas nunca tive muita certeza disso. E aquele tipo de pessoa que voce sempre se diverte quando está perto e que pode chamar que sempre estará lá. Inumeras vezes marquei com varios amigos e ele foi o unico que apareceu. Esteve comigo no ano novo, cantamos juntos na rua e tivemos alguns bons momentos juntos. Mas nunca soube bem se isso era só porque eu era uma boa amiga ou porque era especial. Mas gosto da pessoa que sou quando estou com ele e isso me faz bem. Como eu ia viajar e não estaria na cidade quando ele voltasse para a Alemanha, marcamos de fazer uma coisa e como sempre foi só nos dois. Passeamos do Panteão a pé ate a Piazza Venezia  e de lá chegamos ao Campo di Fiori onde tivemos um aperitivo. Entreguei um presente e um cartão bobo que escrevi metade em ingles e metade em italiano dizendo bobeiras e relembrando o que haviamos passado juntos em algums meses. As vezes sou tão infantil que fico com vergonha de mim mesma. Provavelmente devo ter desenhado no cartão.
As 4 fomos a plataforma de trem, olhar que horas o regional saia. Tinhamos meia hora e voltamos para a escadaria, ficamos sentandos, olhando as pessoas e eu falando aleatoriedades. Num dos meus raros momentos de silencio ele disse "menos de um mes" e eu disse sim.  falamos sobre gatos, alias isso eu não sabia, que ele tem dois gatos e me fez gostar ainda mais dele.
Andamos lentamente a plataforma, desviando das pessoas no meio do caminho... olhando para o nada. Subimos a escada, o trem já estava la, me deu um abraço novamente e dessa vez minha blusa enroscou na sua pasta. Eu disse " não me leve junto!' e ri  e então ele me falou "Vou te acompanhar no facebook para saber aonde voce anda indo e como voce esta". Subiu no trem, deu um aceno com a mão e um sorriso e partiu. 
Naquele momento a distancia de centimetros se tornou milhas e senti como se houvesse um grande abismo entre a gente. Um gosto na boca de história de amor que nunca foi uma historia de amor. Um encerrar de um livro que nunca saberemos se vai ter continuação. Desci as escadas e também parti.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Random Pictures


Ultimos dois meses só fiquei em casa estudando para as provas e com algum tempo livre o que se tem aproveitado nesse tempo é algumas fotos aleatorias que me distair no auge dos estudos.


Ultima trufa de chocolate belga. Presente de um casal de Portugues e Hungara que ficaram aqui em casa. Estava delicioso!


Self- portrait depois de uma sessão de Yoga.


 Foto que deu muito errada e revela todas as minhas (in) abilidades com a fotografia. Mas eu gostei de alguma forma então, tá ótimo.


 Healthy snack de couve-flor, ovo e um pouco de queijo parmesão. Otimo para ficar beliscando quando vem aquela vontade enorme de comer e comer como se não houvesse amanhã, diabetes e hipertensão.



 Minha coleção de esmaltes. Acho que tenho um vicio. Trouxe apenas 12. Dá para ver a minha leve tendencia a sempre as mesmas cores em diferentes tonalidades: vermelho, azul e verde.



 E isso é como a minha mesa de estudos fica no dia que eu não estudei muito, arrumada. Eu tenho uma expetacular mania de por em ordem tudo quando quero fazer qualquer coisa menos terminar os trabalhos.


Até a proxima folks!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Waffles, friends and Work


 Muitas coisas tem passado na minha cabeça ultimamente. Uma delas é a minha capacidade total de fazer coisas voluntárias, pro-bono e sem recompensa nenhuma e me responsabilizar por isso e o meu medo gigantesco, grutal de encontrar um emprego que me pague. Sempre que estive na situação de procurar um estagio, um emprego de verão ou não, eu sempre tive medo de apertar o botão enviar com meu curriculo anexado. E se eles me ligarem? e se eles quiserem fazer uma entrevista? Oh não, nunca mais poderei sair a noite, de manhã irei ter que ir trabalhar...terei que ir trabalhar todos os dias - desmaia- Não é que nem escola ou faculdade, que se voce acorda e não sente muito bem de ir voce simplesmente não vai. Um trabalho sério, com contrato exige que voce esteja la todos os dias. E isso me assusta muito.
Essa coisa de medo de comprometimento está chegando em um nivel insustentavel. Eu sei que na maioria das vezes eu simplesmente enfrento uma luta interna até  o fim e consigo vencer e assumir responsabilidades, mas é cansativo. 
  Eu cresci muito ultimamente também, até comecei a tomar café de manhã cedo numa xícara de verdade, as vezes até capuccino, porque faz parte do meu projeto de auto-atualização e também porque precisava estudar e as 10 da manhã já estava caindo no sono de novo como se eu nunca tivesse dormido. Era rídiculo o meu dia sem tomar café (acordar, tomar cafe da manhã, abrir o livro, tirar uma soneca, abrir o livro novamente, dormir e acordar e malhar e ir dormir de novo) comparado com meu dia quando eu tomava café, mesmo que meia xícara pequena (acordar, arrumar o quarto, estudar, pagar as contas, ir a aula, academia, limpar o banheiro, estudar e organizar muitas coisas para o dia seguinte).
  O pior de tudo isso é que preciso de uma terapia semanal para entender as raizes desse meu descomprometimento cronico e para isso preciso encontrar um trabalho para poder pagar a terapia. Esse mundo capitalista é muito injusto!

Ps: Minhas séries favoritas no momento são Parks and Recreation (Porque demorei tanto tempo para descobrir Leslie Knope e Ron Swanson?), Twin Peaks (Estou junto com o Agente Cooper a tentar descobrir quem matou Laura Palmer) e The 100. The 100 precisa de um post especialmente porque é incrivelmente fascinante...queria tanto ter começado a assistir só no ano que vem, assim ja teria ao menos duas temporadas e vários episodios para assistir numa maratona frenética comendo pipoca e amendoim...mas não..descobri ainda no 3 episodio e estou sofrendo semanalmente a cada episodio até o fim da temporada (daqui a duas semanas) que provavelmente vai acabar com alguma pulga atras da minha orelha até deus-sabe-quando começa a proxima temporada.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pressure move me on

Estou sempre em duvida se o que me leva a fazer as coisas é a liberdade de fazer se eu quiser ou se é a pressão para que eu faça logo e termine logo com isso. A mesma pressão que me move é a que me paralisa. Um exemplo comum é a pressão de que a minha irmã faz para que eu atualize o blog, que ela gosta muito de ler e vem com um monte de sugestões do que eu deveria escrever (principalmente com aquelas promessas de fim de post que sempre digo na proxima vou falar sobre a caça das baleias no Japão...ehh, então não vou não, até queria, mas não) e mesmo assim, depois de uma vida, venho e atualizo, uma principalmente porque falo a mim mesma " Sou livre, esse blog é meu e eu escrevo quando e o que eu quiser". Dai eu abro um leque cerebral do que eu quero falar? roupa, filmes, cabelos, minha patética vida ou sobre algo mais profundo como a caça das baleias no Japão? Eu penso que estou totalmente engajada com esse tipo de coisa e vou lá e escrevo. Voce o meu ponto de vista? Claramente sou altamente influenciada e movida pela pressão, mas se eu souber que estou sendo pressionada eu paraliso. Fico meses  sem escrever nada mesmo sendo a coisa que eu adoro fazer há anos. Isso vale para todas as areas da minha vida. Aquele gene meu teimoso que insiste em me caracterizar como independente. Será que minhas escolhas na vida foram de fato minhas?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Le strade di Roma

A primaveira chegou e com ela todas as folhas e flores que se esconderam no inverno, renasceram com o sol para alegrar a vida de qualquer pessoa que passeia nas ruas de Roma.




















Sou apaixonada por essa cidade! Comofas?

sábado, 22 de março de 2014

Minha vida adulta:

E inegável, a vida adulta cheia de responsabilidades não só bateu na minha porta, como já entrou abriu a geladeira pegou algo para beber e se sentou no sofá para ver tv, literalmente veio para ficar.
E assim vou levando essa vida de nem ainda rica, nem ainda casada, nem ainda formada e nem ainda nada. Vamos analisar os gráficos abaixo para ter uma visão geral do que é ter 20 e poucos anos:


Eu na maioria das vezes estou no netflix, twitter, tumblr e odeio que o whatsapp me entregue quando disse que ia dormir mais fiquei vendo postagens e mais postagens no tumblr.


Essa tabela também seria precisa se fossem dias da semana.

 Eu sempre juro a mim mesma que no proximo mes vou anotar meus gatos e parar de gastar com porcarias.
 Experimenta morar no país do gelato, cafe, pizza e bom chocolate... : (


  E infelizmente cada um desses conjuntos estao a km de distancia de uma intersecção!
 E passa tão rápido!


 Eu literalmente me pergunto porque eu tenho 400 musica se escuto no máximo 10.


E voces se identificam com esse tipo de vida?

Source:


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sobre o tempo

"The truth is now I don’t even travel back [in time] at all, not even for a day…I just live each day as I deliberately came back to this day, to it enjoy it, as if it was the final full day of my extraordinary, ordinary, life."  - About Time

5 meses se passaram. As coisas não são mais novidades, aquela sensação de novo, do inesperado e do desconhecido já se foram. Posso dizer que já ultrapassei a dificuldade do idioma, agora posso me comunicar muito bem em italiano e constantemente recebo elogios de como falo bem para quem está aqui a tão pouco tempo (meu ego agradece!). Você sempre se abitua com o novo e agora já me sinto em casa.
Tem dias que você segue vivendo e simplesmente não tem tempo para pensar na família e nos amigos que estão longe e que estão seguindo a vida deles lá, sem você por perto. E tem outros que a vontade de estar em casa é maior que tudo, que voce só quer poder abraçar seu pai e escutar as briguinhas dos seus irmaos. Meu sobrinho nasceu e eu não estava lá para pegar ele no colo enquanto ainda é um bonequinho mole e babão e meu outro sobrinho pequeno começou a andar e já esta aprendendo as primeiras palavras e eu não estou lá para ensina-lo a dizer tia. A vida dos outros não param.
Mas não posso reclamar, não mudaria nada. Não se pode estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo no mundo e eu escolhi estar aqui. 
Esses dias vi um filme chamado About Time que conta a historia de um jovem que aos 21 anos descobre que pode voltar no tempo no dia que quiser e viver tudo novamente . As vezes penso que se eu voltasse no tempo e não tivesse vindo para cá como a minha vida estaria. Será que eu estaria me sentindo melhor? mais feliz? ou continuaria frustrada e planejando mil formas de fazer o mundo o meu lar? Gostaria muito de poder fazer isso, gostaria muito de saber. Mas a unica coisa que podemos fazer sabendo que não podemos voltar no tempo e viver as coisas duas vezes é aproveitar cada momento, sorrir mais, reparar em pequenos detalhes das coisas que estão ao seu redor e nunca, nunca desistir do que você quer.



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