quarta-feira, 9 de março de 2011

O Desprazer de malhar



Voltar para academia depois de dois anos sem olhar para uma esteira é no mínimo o maior desafio que a minha preguiça pode enfrentar. Encarar os antigos colegas de malhação também não é nada legal. 
Mas então, como toda a nossa força de vontade que temos no primeiro de dia de todas as dietas que começamos - "Não quero saber de lasanha, de doces e até mesmo chocolate", prometemos a nós mesmo nos dias mais extremos de auto-consciência da nossa gordura - vamos para a academia, vestimos uma LEGGING e uma camiseta bem folgada para esconder todos os animais natalinos que eu comi o ano passado e me inscrevo para voltar a malhar.

Logo no começo, eles já nos expõem a uma humilhação pública: avaliação física. A recepcionista te leva para um daqueles professores que parecem modelo de capa da Runners fazer uma avaliação para ter certeza que você não vai morrer andando de esteira por mais de 10 minutos ( vai dizer que você não pensou em chamar ele para dizer que seu coração não está aguentando, suas pernas estão quase desmanchando e você está quase tendo tendo um ataque cardíaco - é a primeira coisa que eu penso para pular os mínimos 30 minutos tediosos na esteira) onde ele vai te perguntar quanto você estava pesando da última vez que você se pesou, e o pior! não adianta mentir porque ele logo vai te pesar, então se você arredondar 5 kg para baixo, ele vai saber e você vai se passar por mentirosa. Triste. Dai então começa a medir suas dobras cutâneas, popularmente conhecido como pneuzinhos e você quase morre de vergonha, mas a pessoa nem se importa, faz isso tão naturalmente como se apalpar gorduras alheias fosse coisas a coisa que a gente faz desde que nasce.

Então, depois eles te liberam para ir pra bicicleta, enquanto eles tiram uma ficha detalhada explicando de milhões de maneiras diferentes que você está gorda. Fato. Você se sente triste e acabada, apta a mudar de vida,  subitamente a gente quer perder todos os quilos acumulados ao longo dos anos em 40 minutos de esteira, 20 de bicicleta e mais a malhação para deixar você subitamente com o corpo da Gisele B. Mas isso infelizmente não é possível, então a gente tem que ir para a academia todos os dias e além da costumeira esteira e bicicleta, musculação temos que marcar ponto em aulas de jump, spinning, axé, forró, step, pilates, ginástica localizada e abdominal, e eu já fico cansada só de listar as opções.

Tudo bem que há uns anos atrás eu listei "Os prazeres de Malhar". Tudo bem, eu não tiro a razão da Thamy de 2008, ela estava certa e era nova e não tão preguiçosa quanto a Thamy de hoje. Mas parece que todos os caras bonitos da academia se foram. E as mulheres gordas também, de tal modo que me sinto a única chubby do recinto. Parece que eu malho junto com todas as modelos da Victoria Secrets. 

Volto logo assim que eu descobrir o segredo de malhar sem suar a chapinha ( sério, como tem menina que consegue essa proeza?) ou a teoria do gravidade para pessoas que estão nas aulas de jump.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre pessoas efusivas ou críticas


Sou uma pessoa efusiva. Claramente não posso evitar que sorrio para as pessoas na rua, faço caretas para criancinhas e todo mundo é meu amigo até que me provem o contrário.
Eu gosto das pessoas. Mesmo aquelas que usam crocs. E leggings indiscriminadamente. Porque, por mais diferentes de mim que sejam, são pessoas com sentimentos e emoções. Pessoas que amam, que choram, que ficam ansiosas para começar o primeiro dia de trabalho, da escola, pessoas que adoram feriados e gostam de ouvir músicas, nos mais variados estilos, pessoas que ficam com as bochechas coradas quando sentem vergonha e que odeiam acordar cedo. Pessoas como eu e como você, que sentem inveja (alguns de forma muito mais descontrolada do que outros, devo admitir) e que sentem a frustração de querer algo e não ter.
Mas ó esses seres humanos [suspiro longo como quem reflete uma vida looonga de realizações] eles nos dão dor de cabeça. Nos fazem sentir raiva e fazem de tudo para nos irritar. Falam coisas da qual muitas vezes nem pensaram no assunto (e quando indagadas sobre, não lembram nem mesmo que um dia chegaram falar tais 'absurdos'). E então, surge a minha tristeza em ser efusiva.
As pessoas andam tão mal-humoradas ou se sentem tão desvalorizadas, que acham estranho alguém conversar com você na fila de espera do banco ou desconfiam quando alguém sorri para você (eu mesmo sempre confiro se meu cabelo está no lugar ou se tem papel higiênico pendurado na minha saia). Talvez seja culpa do mundo moderno muito crítico (viu? estou criticando o mundo atual) onde você não é capaz de seguir uma tendência, porque existem tantas. Por exemplo, é inevitável encontrar alguém falando mal de algo que você gosta ( desculpa aí se você usa crocs ou legging - Pelo AMOR do bom Deus JAMAIS use os dois juntos!) e ficar ofendido por isso, é inevitável. E todo mundo gosta de tanta coisa, porque pela razão acima já citada, nos somos humanos.
Sou uma pessoa efusiva e não consigo evitar e vou sair na rua sorrindo, para as pessoas também acreditarem que sempre tem alguém lá por elas. Ou pelo menos para elas se sentirem muito mais confiantes nesse mundo moderno cheio de pessoas críticas e criticadas.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sobre o dia que dei a sorte de passar no vestibular


"Quando você entra em uma situação tensa, e tudo vem contra você até parecer que você não conseguiria aguentar nem mais um minuto sequer, não desista, pois esta é justamente a situação e momento em que a maré irá virar." 
--Harriet Beecher Stowe 



Todo mundo aqui em casa sabia que eu tinha passado a semana inteira sem dormir, principalmente quando alguém me acordava cedo e eu falava "Não estou conseguindo dormir, PORQUE RAIOS VOCÊ ME ACORDOU CEDO?" embora as respostas eram sempre variantes do tipo "Sério? do jeito que você estava ali na cama não parecia que tinha problemas com o sono".
Eu realmente não conseguia dormir e o dia do resultado parecia não chegar nunca. Então me arrumei para ir para a casa da Ana logo de manhã (queríamos fazer o dia passar mais rápido), o plano era almoçar e ficar fazendo hora no Parque da Cidade até chegar 5 horas.
Mas as horas voaram e quando pegamos o metrô já eram 15h. Então, apesar do meu medo imenso de ir para UnB, eu estava com muita preguiça de fazer uma escala no parque da cidade, decidimos ir direto para a Unb.
Deus sabe o quanto eu estava morrendo de medo porque não conseguia para de dizer "What am I doing here?". Estava cansada, me sentia deslocada e não queria que as pessoas descobrissem que eu tinha ido lá olhar o resultado, porque se eu não passasse todo mundo ia me ver desmanchar em lágrimas.
A Ana se aproveitou de todo o suporte que eu estava dando para ela e, inevitavelmente saia me arrastando por lá para a gente chegar perto do mural. Em todos os lugares eu conseguia ver muitos estudantes com sacolas de ovos, farinha, tinta e bebida alcoólica  e isso me fazia pensar que se eu não passasse também com certeza iria fingir que passei só para não ter que ouvir o povo falando que eu podia tentar uma próxima vez e falando "Não fica assim não Thamy!"
Quando eu vi a concentração de alunos, faltando 5 minutos para às 5h, gelei. Às 5 horas eu conseguia ouvir os gritos dos novos calouros e uma chuva de ovos para tudo quanto é lado. Nessa hora comecei a chorar de medo e só olhava para o chão para ninguém ver algumas lágrimas do meu rosto e quando enfim chegamos ao mural, a Ana tremia muito e então ela gritou levemente "Passei Thamires! Vamos olhar o seu agora". Pausa dramática: Não! então ela sai a procura do meu nome e antes que eu possa chegar perto do mural ela solta um grito mais forte e começa chorar "Você Passou!". E nós duas caímos em lágrimas. O irmão dela chega e a abraça chorando junto. Acho que quem viu pensou que nós não tínhamos passado de tanto que a gente soluçava. Então minha irmã me ligou porque ela pesquisou meu nome no site do Cespe e apareceu (ela achou que estava pesquisando no lugar errado, aquela fofa!).
Disseram-me que meu pai ficou emocionado e nem conseguia acreditar e minha irmã ainda fez questão de mostrar a concorrência enorme (25 por vaga) comparado com as poucas  vagas (13). Minha mãe se diz feliz e ainda explica para as amigas "Ela vai fazer faculdade de graça!" quando conta que eu passei.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Amizade e Vestibular - Como lidar?

Ana e eu na sessão de Enrolados - antes de descobrir que a versão dublada tinha a voz do Luciano Huck

Essa noite sonhei que minha classificação na UnB era 20ª lugar para Nutrição. Tudo isso seria muito bom se não fosse só 13 vagas. No sonho a Ana (minha amiga do cursinho) tinha passado para Geologia e tinha ficado sem graça de comemorar, mas então eu comecei a fazer ela comemorar por ela ter passado e subitamente esqueci da minha tristeza. Espero que o Cespe não faça nenhuma pegadinha desse tipo comigo.
O ano passado fizemos cursinho desde fevereiro e em agosto quando saiu o resultado, nós duas não tínhamos passado. Quando eu liguei para ela chorando ela atendeu com a voz chorosa e eu comecei a rir, é uma espécie de disfunção cerebral que me faz ser assim, não é absolutamente minha culpa, ela ficou meio com raiva, mas me dizia que falar comigo a fazia esquecer de chorar (geralmente é porque as pessoas perdem a paciência comigo seja lá qual besteira eu estiver falando e esquecem todos os outros problemas). Até hoje ela lembra disso e me culpa de ser uma má amiga.
O fato é que desde que terminamos o cursinho e fizemos as provas, Eu e Ana nunca temos muitas novidades, a gente se encontra para ver filmes no cinema, para tentar distrair a cabeça e não pensar no vestibular, mas no fim do dia estamos lá comentando a prova ou dando os nossos palpites de como achamos que a média vai ficar, como se o vestibular fosse uma loteria, o nosso prêmio dependesse muito da média e de quantas pessoas estão acima dela.
Falamos em procurar em emprego, e ai lembramos que não dá para começar nada sério antes do resultado do vestibular.
Fora o Enem, que foi uma decepção,  realmente achamos que tinhamos chances de passar com folga (O Enem era meu plano B) e por causa de poucos pontos de diferença da nota de corte (e muitas pessoas no meio do caminho)não passamos. Algo me diz que a conspiração contra mim das bancas examinadoras está funcionando muito bem. Seus sacanas, parem já com isso.
Não há livros, filmes, passeios ao ar livre, internet ou tv a cabo ou jogo de truco que resolva a tensão que é viver à espera do resultado do vestibular.
Enquanto isso, eu e a Ana estamos tentando decidir e criar coragem de olhar o resultado lá na Unb. Vai que, sei lá, a gente dá a sorte de passar.
Ana e eu felizes depois de descobrir que o Luciano Huck dublava o principal de Enrolados.

domingo, 16 de janeiro de 2011

I cannot stop ask me


O que fazer quando o mundo é pequeno demais para nossos sonhos? E nossos desejos são tão além da realidade que nos cerca e nos diz que nem tudo é como a gente quer? Sei que tentar alcançá-los é o que nos mantém vivos e que a vida sempre tem muito o que oferecer.
Mas nessa nova realidade, o mundo adulto cheio de responsabilidades, cansa. Eu tenho certeza que até o mais bem sucedido dos adultos pensa nos dias que passava a tarde inteira brincando e que a maior preocupação era se a mãe ia descobrir que ele quebrou o jarro de enfeite da sala de estar. Ou que não arrumou o quarto.
Quem ligava para o que ia vestir, o quanto pesa ou se precisar casar e ter filhos um dia? Mas, quando somos crianças queremos ser adultos, para poder brincar a hora que quiser e não ter que arrumar o quarto ou ficar de castigo. Para poder faltar a escola e poder comer só besteira. Eu era assim, admito. Não que, mesmo negando, vocês não iam imaginar que eu era assim do mesmo jeito.
Mas então você cresce, e a cada dia precisar fazer algo mais. Você precisa saber desde tricô até configurar o IP do seu computador. Você precisa votar, tirar seus documentos, pagar contas, decidir o seu futuro. E ainda fazer com que tudo der certo.
E então você no  meio de tantas decisões complicadas e importantes, para e se pergunta: E se tudo der errado? e se o que eu acho que é o certo hoje, no futuro parecerá obvio que foi uma escolha errada? mas queremos tanta coisa.
Esse texto parece clichê, mas acho mesmo é que isso acontece com todo mundo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Insoluções para 2011

Eu sei, eu sei que sou um fiasco com resoluções e metas e nunca consigo fazê-las todas e ninguém no mundo acredita nelas, assim como ninguém acredita em papai noel. Mas fazer o quê? sou adepta do existencialismo e não consigo viver sem fazer projeções. 



Insoluções para 2011


1. Comer chocolate e lasanha;.
2. Me manter em um emprego;
3. Me arricar mais; Descobri que tenho medo até de pintar o cabelo. Imagine só qualquer coisa mais ousada que isso? tipo morar fora de casa, me casar ou uma tatoo?
4. Para de reclamar; Quer dizer, para quê reclamar da minha vida pateticamente perfeita?
5. Economizar dinheiro;
6. Ignorar todos os erros ortográficos dos outros  eu também cometo os meus né?
7. Ler todos os meus livros novos;
8. Parar de comprar tantos livros; 
9. Começar aulas de dança; ( Em 30/12/11 -Eu faço ballet agora!)
10. Esquecer Platão e os seu amores;
11. Alcançar a Auto-atualização.( em 30/12 - não alcancei a auto-atualização, mas estou quase lá!)

Resultado parcial da telesena, digo, das resoluções de 2010.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Black Swan



[Morri x.x ]
Apesar de ser meio forte/meio tenso/meio argh eu estou louquinha para assistir e se puder ser no cinema então. Falta do que fazer é fogo né? você fica em casa pesquisando filmes para assistir, se depara com um trailer de um filme que só vai estreiar daqui há dois meses ou mais e ai fica ansiosa, contando os dias, roendo as unhas e fazendo greve de fome.
Enfim, agora depois do natal, estou aqui lendo livros e tentando esconder o peru e o pavê que se esconderam respectivamente na minha barriga e nos meus quadris com meia hora de caminhada e uma de dança. Se funcionar, conto para vocês.
Para quem está preocupado, minha mãe me ama ainda, sabecomoé, eu sou uma pessoa encantadora é muito difícil não me amar (sorrisinhos-sem-vergonha). Ela disse que vai me dar um celular de presente de aniversário/natal (porque eu tive que nascer na mesma época de Jesus?) e eu bem que estou precisando desde que meu celular morreu.

Se tiverem o trailer de algum filme legal que eu não posso morrer-sem-ver deixem nos comentários. Quem sabe a gente vá no cinema juntas?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...