domingo, 19 de dezembro de 2010

20 de Dezembro's


00:01: É, começou o dia e resolvi fazer uma cobertura completa do dia que costuma ser sempre muito chato e estressante para mim: meus aniversários. Vamos acompanhar!
09:20: Acordei e fui tomar café. Então minha mãe perguntou o que eu queria de aniversário "qualquer coisa" e eu disse que queria o meu gato de volta (é ela é a sequestradora), não tem muita coisa comprável que eu ande querendo muito ultimamente mesmo. Agora eu estou vendo Grey's Anatomy no dvd com a minha irmã.
10:45: Tô pensando em ir arrumar o meu cabelo, para caso alguém faça alguma coisa surpresa (tipo visitas e tal), porque se forem tirar fotos não quero aparecer com o cabelo pior do que o da menina da foto (aliás eu não penteio o meu cabelo faz uns 1558654 dias).
11:52: Meu pai passou por aqui e viu meu cabelo despenteado, ficou relembrando os meus tempos de ativista, quando eu usava o meu cabelo bagunçado para espantar as caças que ele fazia. Então disse que amanhã dará dinheiro para eu sair com meus irmãos e comprar algum livro. E mandou eu cortar as pontas 'sapecadas' do meu cabelo.
12:10: Estou pintando as pontas do meu cabelo para voltar a coloração normal. Não quero cortar meu cabelo.
12:43: Minha mãe não pára de me perguntar o que eu quero, e disse que gato só de duas patas.Ela citou algo de colocar anúncio na internet.
13:02: Atacando as barras de cereais da minha mãe sem ela saber, eu falei que não queria bolo, mas não mencionei nada sobre as barras de cereais com chocolate.
15:04: Percebo que muita gente que nem lembrava que eu existia me deixou um scrap só porque o orkut disse que era meu aniversário.
16:30: Minha mãe deu uma saidinha, então fui procurar mais barras de cereais para comer, mas descobri que ela mudou a localização das barras, então minha amiga apareceu e ficamos conversando por um tempo comendo chocolate (ponto alto do dia)
17:20: Ela foi embora e a irmã dela chegou, que também é minha amiga, ficamos conversando também.
18:15: Minha irmã chega e continuamos a conversar.
17:26: Minha amiga, aquela que foi embora, volta com um bolo na mão cantando parabéns. Eu fico muito sem graça e eles tiram algumas fotos. O bolo era de chocolate, então minha mãe começou a reclamar, dai eu falei que ela não precisava comer muito já que ela estava de dieta. Ai ela ficou chateada e saiu chorando para o quarto.
17:49: Fico lá pedindo desculpas para minha mãe, mas ela me expulsa do quarto e fica CHORANDO. Volto pro meu quarto e nem como o bolo. Minha irmã, nossas amigas e eu ficamos conversando e vendo fotos.
21:30: Minhas amigas vão embora e nenhuma notícia da minha mãe.
22:36: Minha barriga roncou de fome, já que eu não comi nada desde o almoço, então eu assalto um pedaço do bolo da discórdia  (sem a minha ver) e tomo com schweppes.



(Esse post vai ser atualizado durante o dia todo. Me deixe saber que você está me acompanhando; comentando ao vivo a cada atualização, Tudo bem se não tiver comentários no final do dia.)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Descobri a Clarice

Passei as últimas semanas estudando na biblioteca pública daqui da cidade e então, resolvi pegar o livro da Clarice Lispector, da qual eu sentia um ódio profundo, porque todo vestibular que eu fiz caiu "A hora da estrela". Maldito livro, eu pensava, porque eu não te li. Então, resolvi ler, porque tenho certeza de que agora não irei ouvir falar de Macabéia e sua vida insossa. Mas, então por curiosidade peguei um livro "A descoberta do mundo" que é uma espécie de crônicas e anotações reunidas da autora e comecei a folhear. 
Descobri a Clarice, aquela que todos falam e citam, que até eu mesma citei, que fala de um modo intimista, e só tentando ler nas entrelinhas ou lendo alguns livros e a sua história você passa entender. Eu sabia que ela me entendia, mesmo com aquela expressão murcha que ela sempre aparece nas fotos na capa de trás dos livros ou nos livros de literatura, eu sentia que nós tinhamos algo em comum, eu só não sabia o quê.
Bem Clarice, te vejo no vestibular.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Sobre fazer cara de blasé e algo mais


Esses dias estava conversando com uma amiga sobre relacionamentos. Algo sobre com dessa vez ela realmente está apaixonada pelo cara, só que ele era o tipo que traía a namorada e tal, e agora que ele largou a namorada para ficar com ela ( embora ele também não tenha a pedido em namoro e tal) e como ela está preocupada com o fato dele a trair também.
Nem preciso dizer que esse tipo de história é universal né? todo mundo já viveu algo parecido ou conhece alguém que está na mesma situação. Embora, a minha vasta experiência com relacionamentos não ajude muito, eu sempre tenho as minhas teorias de como fazer. Teorias.
Como ele não a tinha pedido em namoro nem nada mais, ela me disse que estava surtando, muito típico também, e que não sabia o que fazer. Então eu disse: "Olha, finge que está desinteressada, eles sempre tem medo de perder alguém e então dá valor". O que é verdade, 9 entre 10 pessoas só dão valor aquilo que perdem. Mas não sendo suficiente, ela disse que não queria ser um trófeu que você luta para conseguir, fica feliz e guarda em cima de uma prateleira para nunca mais usar.
É claro que a essa altura já tinha perdido a minha paciência e esgotado todas as minhas ideias sobre como reagir num caso desse. Ninguém tem culpa se o cupido sai acertando as flechas do amor em quem ele bem entende. Mas ai, como eu também adoro me esparramar no divã e desabafar os meus dilemas complexos da vida, então resolvi entregar a minha cartada mais promissora e que eu adoro:
- Então, você faz cara de blasé e espera o tempo passar.
E, como a vida adora me dar patadas na cara, ela me respondeu: É claro né, quantos namorados você já conseguiu assim?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

2010 não vai ganhar presentes do Papai Noel

Porque não foi um bom ano e não foi legal comigo...
Estou naquele clima super deprê de fim de ano em que você repensa toda a sua vida e se promete ser uma pessoa melhor no ano que vem, largar de ser preguiçoso e comilão, parar de ficar 12 horas do seu dia na internet  e 6 horas dormindo (as outras 6 horas são fingindo que você trabalha/estuda). Não que eu tenha feito isso, é claro, mas existem pessoas assim.
Então, eu estava bem assim, naquele clima de psicanálise, sentada no meu divã, tentando achar o lado bom da minha vida, e ai eu percebi a realidade: esse ano não teve nada de bom. Passou tão rápido e ABSOLUTAMENTE nada de bom aconteceu. Aquela filosofia de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro não funcionou. Lembrando  rápido: saí da faculdade, perdi uns dois empregos,não passei no vestibular, estudei o ano inteiro, perdi meu gato, engordei uns 3 kg ou mais. Faltou alguma coisa?


Por favor, 2000 e onze, chegue logo e me traga chocolates.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cat Missed

Por favor, volte Louie!


Louie, meu gato, de tamanho médio e uma barriga branca meio protuberante (que eu adorava acariciar), amarelo riscadinho e super fofo está desaparecido desde ontem. Embora todos ao redor digam que gatos são traiçoeiros e não dão a mínima para os donos, nada leva a crer que o Louie não gostava da vida mansa que levava aqui em casa ( dormia quase o dia todo e tinha todas as regalias que um gato poderia ter) e de todas as hipóteses levantadas a mais plausível seja de que tenha sido sequestrado e vive em cativeiro em algum lugar por aqui por perto. Louie era muito dócil e fofo, até a minha mãe que vivia planejando formas de fazê-lo virar história não conseguia resistir ao charme e a doce companhia dele todas as tardes quando o mesmo ficava deitadinho nos pés do sofá onde minha mãe ficava deitada.
Bem, ando inconsolável pela casa, já não sou mais acordada com ele a meio centímetro de distância olhando fixamente para mim pedindo por comida e sinto um enorme vazio quando saio do banheiro e não o encontro sentado lá na porta me esperando. Quando chego em casa, ainda tenho a visão clara dele vindo correndo até o portão e deitando e rolando no chão para eu acariciar o seu avantajado bucho (que ele mantinha com muito esforço comendo toda hora) embora eu saiba que essa visão não é real.
Bem, se alguém tiver notícias.... A recompensa é boa (pago com minha gratidão).

Inconsoladamente,
Thamy
(solteirona sem o gato)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O que você quer ser quando crescer?

Muitos provavelmente pensaram: quero ser médico, jornalista, arquiteto..e por aí vai. Mas a pergunta não é que profissão você pretende seguir. E sim o que você quer ser quando "crescer". Ahh então agora você pensou: quero ser feliz! E como você será feliz? logo nos remetemos a dinheiro, marido bonito, casa grande...ou sei lá o quê. Sim, talvez um marido bonito, muito dinheiro e uma casa grande faça algumas pessoas felizes. Mas eu me pergunto por quanto tempo? Ás vezes penso que jamais seria feliz se fosse rica e não tivesse liberdade. Preciso me sentir um pássaro livre para querer ficar na gaiola.
O que ser quando crescer? Schoppenhauer dizia que vivemos insatisfeitos até conseguir o que queremos e depois que conseguimos ficamos entediados(ou alguma coisa assim). Não que concorde com ele em geral, mas essa teoria dele faz muito sentido para mim. Quem já não passou tanto tempo querendo alguma coisa e quando finalmente conseguiu enjoou rapidamente? eu já fiz isso milhões de vezes.Na verdade estou numa fase meio "enjoada" como se já tivesse visto de tudo nessa vida. Enjoei de estudar tanto, enjoei dos meus amigos, dos meus amores platônicos, de ver filmes e séries, ler livros, de escrever um blog, enjoei da minha cara e até do meu novo cabelo, enjoei de não conseguir nada e enjoei de conseguir alguma coisa. Do meu trabalho eu sempre estive enjoada. De praticamente tudo que eu gosto de fazer eu estou enjoada. Nada é novo para mim e parece que eu não consigo mudar isso. Fazer coisas novas? cansa (parei de falar "enjoa" porque já cansei dessa palavra também).
Não sei o que quero ser quando crescer, não sei se isso é uma fase. Seja como for, espero que passe logo, porque já estou cansada disso.

sábado, 23 de outubro de 2010

Não dá.


Simplesmente eu não consigo escrever nenhum texto que não seja falando da minha patética vida. Não sei se é por causa do desgasto mental que ando sofrendo para achar idéias para por nas minhas redações (tenho treinado duramente para aprender a fazer redações boas) ou se é porque sou egocêntrica e por isso quero que esse blog gire em torno de mim.
Qualquer que seja o motivo, cá estou eu aqui depois de 22 dias sem escrever absolutamente nada para dizer : Eu sou muito relapsa! Eu sei que você já deve ter notado isso(que eu sou relapsa, digo), mas eu queria dizer que dia 4 de Outubro o blog completou 4 anos de vida! 
E ainda bem, não contei para vocês que eu PASSEI na prova prática e agora sou habilitada! Queria muito contar detalhadamente cada emoção que vivi mas hoje eu não vou exagerar, juro.
Acho que vocês nem sentiram tanto a minha falta, já que só tem 12 comentários no último post (tenho que dizer a falta de comentários desanima até os feeds), mas mesmo assim prometo vir em breve falando sobre o meu mais novo vício.
Ahh e eu já ia esquecendo da novidade mais impactante! Como pude esquecer? Pintei as pontas do meu cabelo. Não se pergunte " nossa Thamy, essa é a notícia mais impactante?" Talvez não seja muito para vocês, mas no meu mundo é. Eu sou simplesmente a pessoa mais careta do mundo ever, até a minha avó é mais descolada que eu! Tanta que quando os meus amigos viram quase tiveram um ataque cardíaco. Acharam que eu estava ficando rebelde e só me faltava um piercing no nariz (Eu posso ter pintado o cabelo, mas tenham certeza eu não irei colocar um piercing). O fato é que eu não sou lá de grandes mudanças, principalmente quando se trata de algo que muda o meu estilo. Quase nunca sigo tendências ou a moda (até porque elas me cansam muito rápido já que todo mundo usa, então eu vejo o tempo todo e logo fica desgastado).
Enfim falando em aniversários, o meu está muito próximo. Um beijo para quem acertar a data!



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