Desde que me mudei para uma casa de um pequeno prédio de três andares, há exatos um ano e pouco, eu e minha irmã desejamos que só por acaso, algum vizinho bonito e solteiro se mudasse para algum dos apartamentos de cima.
Para o nosso azar, mudou uma família com dois filhos adolescentes e uma mulher solteira com filho pequeno, para o segundo e o terceiro andar respectivamente.
A família do meio, vive aqui até hoje. É recheada de churrascos na semana e lanches durante a madrugada, brigas constantes e posso dizer que a cada jogo do flamengo aprendo uma porção de xingamentos novos para o meu vocabulário (para o caso de precisar). A vizinha, faladeira que só ela, tem uma voz estridente e passa o dia a rir ou a reclamar. O filho adolescente adora ouvir rap, entre outras modas de guangue de rua, na maior altura. Sabe, como é, não basta ouvir para si, todos tem que saber que ele está escutando.
A mulher solteira, era mais legal, embora adorasse cantar Calypso e gritar com o filho pequeno, ela quase não era tormento (comparado aos vizinhos do meio) e eu convivia muito bem com ela. Até que ela resolveu se mudar.
Então depois de um mês e constante visitas de potenciais moradores, um casal de namorados se mudou para cá. Pelo que pude perceber, meio que de longe (e com o pequeno grau de miopia) ele até que é bonito (preciso checar de perto).
Até que, nem um mês depois deles se mudarem para cá, eles brigaram e ela foi de volta para a casa dos pais e adivinha quem está solteiro lá em cima: sim, o vizinho.
Por via das dúvida, agora eu só vou no quintal com o cabelo arrumado e devidamente bem vestida.
Por via das dúvida, agora eu só vou no quintal com o cabelo arrumado e devidamente bem vestida.











